sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Museu de Ciências da Terra será revitalizado


Colaboradores se reuniram, no Palácio da Geologia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), nessa quinta-feira (03/11), para discutir a minuta da chamada pública que definirá a instituição sem fins lucrativos que será responsável por licitar e executar as obras de restauração, engenharia e expografia.


A licitação pretende revitalizar o Museu de Ciências da Terra, em duas etapas. As obras estão estimadas em aproximadamente 30 milhões de reais e os recursos para execução poderão ser próprios ou oriundos de patrocínio. Todo o processo terá interveniência da Secretaria de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME-SGM), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

O diretor do Museu de Ciências da Terra, Diógenes Campos, o chefe de gabinete da CPRM, José Antonio Castellano, o coordenador executivo da Presidência da CPRM, João Batista, o assistente técnico da CPRM, Rodolfo Bianchini, o superintendente do 9º Distrito do (DNPM), Jadiel Pires Nogueira, a analista de Infraestrutura do Ministério de Minas e Energia (SGM), Mariana Clara Fontineli e a consultora jurídica da COJUR, Ana Paula Leal participaram da reunião.

Diretor da CPRM se reúne com diretor da ANP

O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto e o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florival Rodrigues de Carvalho estiveram reunidos ontem (03/11), no Rio de Janeiro. Os diretores falaram sobre o convênio Banco de Dados de Exploração e Produção de Petróleo (Bdep) e novas parcerias, entre elas, o Mapeamento de Bacias Sedimentares.


Participaram também da reunião, o chefe de gabinete da CPRM, José Antonio Castellano, o coordenador executivo, João Batista Dias, os assessores da ANP, Mario de Lima Filho e Marco Túlio Rodrigues e o superintendente-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT), Claudio Martins de Souza.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Preço do minério eleva exportação de Brasil e Austrália

Preços internacionais de minério de ferro mais fracos estão levando fornecedores domésticos da China a cortar produção, o que pode levar o principal consumidor e produtor siderúrgico a depender mais de importações nas próximas semanas, dando sustentação ao mercado de fretes. Segundo analistas, Brasil e Austrália, grandes produtores mundiais, deverão exportar mais minério de ferro para suprir a menor produção da China, reforçando a demanda por navios do tipo capesizes, de grande porte, que normalmente carregam cargas de 150 mil t. Os preços internacionais do minério de ferro caíram cerca de 30% desde setembro, incluindo uma queda recorde de 18% na semana passada, com preços mais baixos de aço forçando as siderúrgicas chinesas a cortar a produção.


Os estoques de siderúrgicas estão diminuindo, contudo, e elas precisarão de mais estoques nas próximas semanas. Analistas esperam que elas se voltem para o mercado internacional em vez do produto local, mais caro e de menor qualidade. Isto deve dar alguma sustentação para os navios que são usados para transportar minério de grandes mineradoras no Brasil e na Austrália, e pode também ajudar a impulsionar o uso de derivativos de frete. "Logicamente, as siderúrgicas chinesas podem comprar mais minério de ferro por via marítima, devido à recente queda no preço", disse Denny Sabah, analista de metais da trading Ronly, de Londres. "Uma mina de minério de ferro chinesa, por exemplo, com um custo de produção de US$ 140 por t está agora lutando para retirar o material".

Os preços internacionais do minério de ferro estavam em cerca de US$ 117 a t, base custo e frete na China na sexta-feira, já bem abaixo de seu custo de abastecimento interno. "O fornecimento interno chinês é muito flexível", disse o Macquarie minério de ferro e analista de aço Colin Hamilton. Alguns produtores chineses têm custos tão elevados quanto US$ 150 a US$ 160 por t, e os custos para um quarto de toda a oferta chinesa estão acima de US$ 135 por t, segundo dados de Macquarie. "No longo prazo, três meses mais, se tivermos um ambiente de menor preço minério de ferro, isso pode levar à substituição de importação na China mais como vimos uns anos de anos atrás",disse Derek Langston, diretor sênior da consultoria e SSY Consultancy. O minério de ferro detém a maior participação em volume, com cerca de 31% dos embarques em navios capesize, seguido por carvão, que tem cerca de 29%.

Os três grandes

"A combinação do deslocamento do minério doméstico, proibições de exportação da Índia e aumento da oferta devem dar suporte ao segmento capesize”, disse Nigel Prentis, chefe de pesquisa, consultoria e assessoria com o HSBC Shipping Services. Fornecedores de minério de ferro indiano reduziram as exportações, por ora, porque eles estão sujeitos a um imposto de exportação que aumenta seus custos. Além disso, dificulta a competição com três maiores mineradoras do mundo de minério de ferro: a BHP Billiton, Rio Tinto e Vale. Quanto a estas grandes mineradoras, o baixo preço de ferro atual ainda está muito acima seus custos de produção, e elas disseram que vão continuar a produzir minério de ferro a pleno vapor e manterão seus planos de expansão. "As grandes mineradoras continuam a ofertar grandes volumes de material a cada dia, o que tem levado os preços a caírem, enquanto as mineradoras indianas em comparação não reduziram seus preços para perto dos níveis atuais e estão de embarcando poucos navios de carga pouco ", disse Roddy Mann, trader sênior de minério de ferro da Metalloyd, de Londres. "Nós precisamos ver os preços da China caírem abaixo de US$ 60 por t antes das três importantes mineradoras brasileira e australianas, Vale, Rio Tinto e BHPB, se tornarem fornecedores inviáveis", disse um analista de commodities.


Fonte: Terra Notícias

Expedição acha tesouros na Serra da Calçada

Escavações, muros de pedras, canais de água e pinturas rupestres, considerados verdadeiros tesouros da Serra da Calçada, foram encontrados, na manhã dessa quarta-feira (2), durante expedição de pesquisadores à procura de um cemitério indígena. Os monumentos, que são da época do ciclo do ouro, comprovam a riqueza história e ambiental escondida na serra, que fica na divisa de Nova Lima e Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.  A vegetação rasteira, consequente do fogo que atingiu a serra há pouco tempo, facilitou o acesso dos ambientalistas a lugares que, embora fossem de conhecimento deles, nunca tinham sido visitados.


Em meio a matos e formações rochosas, cerca de dez cavidades foram localizadas. "Algumas delas são naturais, outras são resultado da atividade mineradora na região, feita pelos proprietários dessa terra no século XVIII", afirma Simone Bottrel, coordenadora da Associação para a Recuperação e Conservação Ambiental (Arca AmaSerra). Na parede de uma das cavidades, os ambientalistas viram pinturas rupestres, feitas há centenas de anos. No entanto, o biólogo Estevão Luiz Pereira Lima chamou a atenção para marcas recentes de depredação. "Aparentemente, alguém passou por aqui e fez riscos na rocha, comprometendo as pinturas que são do período da pré-colonização", diz.

Muros de pedras construídos por escravos também puderam ser observados em detalhes. Segundo a analista ambiental Jeanine Baraillon, que também participou da expedição, acredita-se que a área fosse usada como curral pelos fazendeiros. Outras descobertas foram os extensos canais feitos com pedras, utilizados pelos africanos e indígenas para abastecer as lavras de ouro e os habitantes da serra. "Já conhecíamos alguns desses canais. Ficamos impressionados como alguns deles são extensos. Pelo fato de a vegetação estar baixa, a gente pôde avistar novos canais, que até então eram desconhecidos", diz Simone.

Depois de duas horas de caminhada, os ambientalistas se depararam com um cercamento de pedras, que aparentemente é um indício de que haja um cemitério na Serra da Calçada. "Pelo que podemos ver, isso se assemelha muito a um túmulo", afirma Jeanine. Cautelosa, ela ressalta a necessidade de mais estudos para a comprovação. "Estamos fazendo suposições. Agora, precisamos do apoio de um arqueólogo, que dê continuidade às pesquisas. Se for comprovado que realmente se trata de um túmulo, essa será mais uma constatação de que a Serra da Calçada é, na verdade, um museu a céu aberto que deve ser integralmente preservado", defende. Segundo Simone, o local exato de onde o túmulo foi encontrado não pode ser divulgado. "Essa é uma descoberta muito importante, e algumas pessoas não têm noção da riqueza que representa. Se espalharmos onde ele está, corremos o risco de algum visitante depredá-lo", justifica.
    
A ambientalista garante que, embora o cemitério não tenha sido localizado, o trabalho não foi em vão. "Vimos coisas muito valiosas, que merecem ser estudadas mais a fundo". Ela diz também que pretende acrescentar as descobertas ao dossiê que já foi entregue ao Ministério Público, destacando as riquezas naturais e históricas da serra. O objetivo é que o relatório reforce a importância de transformar a região em monumento natural. Disposta a dar continuidade às buscas pelo cemitério indígena, Simone adianta que novas expedições serão realizadas até que mais túmulos sejam localizados.

Fonte: Hoje em Dia - MG

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Serviço Geológico do Brasil instala nova pista de calibração dinâmica

Posicionamento do Marco de Concreto DCR 01
com GPS Geodésico

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu no dia 23 de outubro, através da Residência de Fortaleza, a instalação da nova pista de calibração dinâmica e o levantamento geofísico com o método gamaespectrométrico na pista e no açude de Orós (CE). A pista de calibração dinâmica é utilizada para a conversão de dados aerogamaespectrométricos em coeficientes de sensibilidade, bem como para a determinação dos coeficientes de atenuação atmosférica empregados na correção altimétrica dos canais radiométricos.

Os dados aerogamaespectrométricos, medidos em contagens por segundo (cps), são convertidos em concentração de elementos para K (em %), eU e eTh (em ppm) e o canal de contagem total em taxa de exposição (em µR/h) a partir de técnicas de calibração para os sistemas gamaespectrométricos aéreo e terrestre.

A CPRM possui uma pista de calibração dinâmica em Maricá (RJ) desde 1997. Contudo o acesso à região tornou-se difícil e existe a possibilidade de desativação da pista. Por isso, uma nova área, localizada na região centro-leste do Ceará, a 70 km da cidade de Solonópole, foi selecionada de acordo com as características estabelecidas pela International Atomic Energy Agency, Viena 1991.

As atividades de instalação e levantamento geofísico na nova pista foram coordenadas pela Divisão de Geofísica (DIGEOF), Departamento de Geologia (DEGEO) e Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), a partir do trabalho da equipe formada pelos pesquisadores em geociências Angeval Brito (Residência de Fortaleza), Alexandre Lago (Escritório do Rio de Janeiro), Ludwig Zellner (Escritório do Rio de Janeiro) e Roberto Gusmão (Superintendência Regional de Recife).

Marcio Silva assume a Geremi na Sureg-BH

O geólogo Marcio Silva é o novo gerente de Geologia e Recursos Minerais da Superintendência Regional de Belo Horizonte (Sureg-BH). A transmissão do cargo foi realizada pelo superintendente Marco Antônio Fonseca e ocorreu na sexta-feira, 28 de outubro.



Marco Antônio Fonseca anuncia aos funcionários da Sureg-BH
o novo Geremi

Na abertura da solenidade, Fonseca falou das mudanças iniciadas pela nova diretoria da CPRM como necessárias para dar prosseguimento aos projetos desenvolvidos pela instituição. Também destacou os investimentos feitos pelo governo federal em novos levantamentos geológicos, que de 2003 até hoje superaram a cifra de US$ 80 milhões. O superintendente também lembrou que, apesar dos grandes avanços, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados. Nesse enfrentamento, muito esforço e dedicação ainda são necessários. Nesse contexto a atuação do gerente é essencial, pois ele é que tem a condição de melhor conduzir as equipes, motivando-as e criando todas as condições para a boa execução do trabalho. “Muda-se a gerência, mas não o foco dos trabalhos a serem desenvolvidos”, finalizou.

O ex-Geremi, Fernando Oliveira, agradeceu à compreensão dos colegas que contribuíram para atingir as metas durante a sua gestão. Também falou das realizações como a conquista da manutenção da Litoteca na Sureg e elogiou a escolha do Márcio Silva. “Um técnico de bom diálogo e capacitado para assumir a Geremi”, destacou.

Já o gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento, Marcelo Araújo, desejou sucesso ao novo Geremi. “O Márcio é um técnico que tem toda a capacidade para realizar os projetos na área de geologia e recursos minerais no âmbito da Sureg-BH”, disse Araújo.

O novo Geremi encerrou os discursos da solenidade de transferência de cargo agradecendo a fala de Fernando Oliveira e fez um relato dos 11 anos de seu trabalho na Sureg-BH. “Para mim foi ótimo ter vindo para Belo Horizonte e trabalhar com geologia”. Márcio Silva disse que se sente diante da primeira grande responsabilidade na empresa, uma vez que terá um quadro de profissionais muito experientes sob o seu comando. Ao finalizar, pediu o apoio de todos da Sureg-BH nesse novo desafio de levar adiante os importantes projetos da Geremi.

Com escassez de geólogos, maioria das cidades não tem mapas de áreas de risco

RIO - A menos de dois meses do verão e da temporada de chuvas - que, este ano, produziu a maior catástrofe ambiental da História do país, na Região Serrana, o Brasil sofre com a falta de profissionais especializados no mapeamento de regiões suscetíveis a riscos. Segundo a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE), aproximadamente 200 pessoas trabalham no setor em todo o país. Para a entidade, o ideal seria somar "100 a 200" especialistas a esta área. Enquanto isso, de acordo com o governo federal, o país acumula 1.386 municípios com áreas sujeitas a deslizamentos, e 1.417 passíveis de inundações bruscas de alta intensidade.



A carência de geólogos já foi admitida publicamente pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, pelo menos duas vezes este ano - a última delas em rádio nacional, 15 dias atrás. Sua pasta não divulgou que contingente de profissionais considera desejável, mas diz que o levantamento da ABGE "quantifica a percepção" do governo.

- Seria muito bom contar com pelo menos um geólogo em cada cidade, ao menos naquelas onde há risco médio - avalia Fernando Kertzman, presidente da ABGE. - Há vinte profissionais na prefeitura de São Paulo, e ainda assim não conseguimos dar conta de todas as medições. O problema é que quase ninguém se forma neste setor, porque ele só voltou a ter mais importância nos últimos cinco anos, quando o país voltou a ter grandes obras. Estes investimentos em infraestrutura praticamente não ocorreram nos anos 80 e 90.

O vácuo de profissionais, portanto, atingiu uma geração inteira, o que dificulta até a contratação de professores e a abertura de novos cursos de geologia.

Na semana passada, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), criado por decreto presidencial em julho e subordinado a Mercadante, realizou uma prova para contratar dez geólogos que observarão áreas sujeitas a catástrofes ambientais. E amanhã a ABGE organizará um seminário cuja pauta abrange a carência de especialistas no setor.

- Os geólogos preferem os setores tradicionais, petróleo e mineração, que pagam salários mais altos - explica Kertzman. - Queremos organizar, junto ao Cemaden, cursos de capacitação em todo o país para que estes profissionais possam trabalhar também em áreas suscetíveis a escorregamento.

Nomeado diretor do Cemaden há dois meses, Reinhardt Fuck, que ainda monta a estrutura do órgão recém-criado, reconhece a dificuldade para atrair colegas.

- Se houvesse cem pessoas treinadas em geologia da engenharia, elas conseguiriam emprego na hora - assegura. -

 Agrava essa carência o fato de que há uma grande demanda por parte da Petrobras, que está empregando centenas de profissionais da área em exploração petrolífera e de gás. E também temos commodities em alta no mundo inteiro, particularmente o ouro, o que faz as empresas de exploração mineral também procurá-los. Esta convergência de buscas está tirando nossos estudantes das salas de aula. Os poucos cursos sequer dispõem de docentes. A USP, por exemplo, pelejou meses até conseguir um professor para esta área.


Outro obstáculo para a chamada geologia de engenharia era a falta de interesse contínuo no setor. Geralmente o poder público só olha para as encostas às vésperas do verão. Por isso, não valeria a pena pagar alguém dar expediente ali o ano inteiro.

A economia é visível país afora. Entre os 735 municípios onde há, pelo menos, cinco áreas suscetíveis a deslizamentos, só 25 (3,4% do total) dispõem de carta geotécnica. Trata-se do mapeamento de áreas de risco, fundamental para evitar as consequências de deslizamentos e enchentes. A ABGE calcula que a elaboração desta peça custa, em média, R$ 250 mil, embora o valor cresça significativamente conforme o tamanho da cidade.

O Cemaden procura seus primeiros geólogos de engenharia para monitorar áreas de risco potencial no país. E, com base em parâmetros críticos - como chuvas e características particulares da encostas, será possível prever eventuais desastres.

Na lista de afazeres de Fuck não consta a elaboração de cartas geotécnicas para municípios - esta função cabe a outros órgãos públicos, inclusive serviços geológicos estaduais, cuja procura aumentou nos últimos anos. Seu Cemaden atuará na previsão de curto prazo, emitindo alertas para outras instâncias.

- Estamos uma correria maluca para estabelecer um sistema razoavelmente confiável para operar, ainda que de forma inicial, em novembro - revela. - Teremos uma sala de situação, que repassará dados ligados à previsão de desastres para as defesas civis. Mas esta sala nos será nos entregue apenas em dezembro, e vai demorar um tempo até que os aparelhos funcionem à toda.

Os especialistas baseados na sala trabalharão com imagens captadas por diversos radares, da Força Aérea aos de governos estaduais. Com elas, é possível, segundo Fuck, fazer previsões confiáveis de duas a seis horas antes de eventos climáticos extremos, como tempestades e enchentes.

A sala será montada no campus de Cachoeira Paulista (SP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. A princípio, o foco do novo sistema será apenas as regiões Sul e Sudeste. No início do ano que vem, será expandido para o Nordeste.

Fonte: jornal O Globo