terça-feira, 25 de setembro de 2012

Centro Integrado de Estudos Geológicos recebe vista de estudantes universitários

Alunos durante aula de campo
Estudantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) participaram de uma excursão ao Morro do Chapéu (BA), entre 02 e 08/09, com o apoio do Centro Integrado de Estudos Geológicos (CIEG), que forneceu material didático e deu orientações aos alunos. 

O professor da disciplina de Geotectônica, e responsável pela digressão, Sergio Valente, fez questão de enviar uma correspondência de agradecimento à CPRM, na qual afirma ser “extremamente louvável a proposta de manter o centro de apoio numa área clássica da geologia no Brasil”. Para ele, todos os geocientistas brasileiros devem somar esforços aos da CPRM, para contribuir com a formação de novas equipes de geólogos qualificados no país.

1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa será no Brasil


“Gerir os recursos naturais para gerar recursos sociais”, com este tema, a 46ª edição do Congresso Brasileiro de Geologia reúne especialistas de todo mundo e, principalmente, dos países de língua portuguesa, já que ao mesmo tempo acontece o 1º Congresso de Geologia do mundo lusófono.  Para a Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), o uso racional e eficiente dos recursos naturais é uma necessidade urgente e uma preocupação de toda a sociedade contemporânea. Com isso, a temática do evento pretende reconhecer a importância da Geologia para a descoberta e uso sustentável dos recursos naturais. Congresso acontece entre 30 de setembro e 5 de outubro na cidade de Santos.

“O Congresso também quer reforçar o elo entre o mundo profissional e acadêmico nas geociências”, explica o professor doutor Fábio Braz Machado, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), presidente da comissão organizadora. “Aproveitando as comemorações do ano de Portugal no Brasil, tivemos a idéia de reunir pela primeira vez os pesquisadores dos países lusófonos”. Até o momento, mais de dois mil trabalhos foram recebidos.

“O potencial de colaboração é enorme dado o perfil dos países envolvidos, unidos por uma mesma língua; as comunidades científicas, particularmente a de Portugal e do Brasil têm já projecção internacional e os restantes países da CPLP apresentam um potencial de desenvolvimento acelerado, dada a procura recente, a nível mundial, dos seus recursos naturais”, declara Rogério Bordalo da Rocha, Presidente da SGP e da Association of European Geological Societies.

“Cabe ressaltar que o Brasil vive um momento sem igual, totalmente sem precedentes, com a valorização de todas as commodities minerais e das novas descobertas petrolíferas tanto nas bacias marginais como continentais que colocará o país entre os maiores detentores mundiais em reservas de óleo e gás. Tudo isso denota uma reflexão não só científica como também política: será que estamos preparados, em termos de mão de obra qualificada ou altamente qualificada para tudo isso, será que nossas universidades são suficientes?”, questiona Machado.

Além da língua que une oito nações entre Europa, África e América do Sul, a expectativa é ressaltar a importância estratégica dos recursos energéticos, minerais e da investigação sobre o fundo do Oceano Atlântico, ponte que liga a maioria dos países lusófonos. Espera-se que o Congresso também crie mais intercâmbios entre as comunidades científicas desses países. “Em setembro de 2010, assinamos um protocolo de colaboração entre as sociedades brasileira e portuguesa de Geologia que prevê uma série de atividades conjuntas, entre elas, reuniões periódicas de caráter científico”, diz o presidente da comissão.

O Congresso está dividido em 11 grandes áreas que por sua vez se dividem em Simpósios, Fóruns, Sessões técnico-científicas, Reuniões e Mesa redondas. A expectativa é receber um público de quatro mil pesquisadores e profissionais da área governamental e privada, lideranças políticas, empresários, além de geólogos, engenheiros, oceanógrafos, geógrafos, químicos, meteorologistas, agrônomos, arqueólogos, biólogos e outros de áreas afins. “Nossa expectativa é a melhor possível. Além de divulgar a importância das geociências para a sociedade, algumas empresas irão revelar descobertas de novos depósitos minerais e estudos inusitados em bacias petrolíferas”, explica Machado.

Um dos destaques do 46º Congresso será a “Praia das Geociências”, uma área de maior que 225 m² na orla de Santos que vai funcionar como um museu a céu aberto. Serão expostos painéis explicando os benefícios do setor petrolífero e mineral bem como um museu de minerais de rochas. O acesso a esse espaço será gratuito e as visitas serão monitoradas por alunos universitários do curso de Geologia do estado de São Paulo.

“Teremos aproximadamente 40 convidados internacionais renomados tanto nas áreas profissionais como acadêmicas, vamos apresentar as novas tecnologias implementadas no setor. Tenho certeza que será um grande evento para o Brasil e para a cidade de Santos”, comemora o presidente da comissão. Dentre alguns convidados estão Peter Cawood, editor da conceituada revista Precambrian Research, Stephen Linter (Espanha), especialista em estudos de Impactos Ambientais, e o Pradeed Aggarwal da International Atomic Energy (Alemanha) considerado um dos maiores especialistas em Hidrologia.

Entre os destaques das Mesas estão “A importância das Geociências nas Políticas Públicas”, coordenada pelo Ricardo Vedovello, diretor-presidente do Instituto Geológico de São Paulo, e “O setor mineral no Brasil e seus impactos econômicos e sociais”, coordenado por Onildo Marini, da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB) e Jorge Bettencourt da Universidade de São Paulo.


Mais informações:
http://www.46cbg.com.br/

Acompanhe a cobertura jornalística do evento pelo blog e Facebook da CPRM
www.cprmblog.blogspot.com
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

46º Congresso Brasileiro de Geologia vai reunir representantes de 21 países


Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Argentina, Alemanha, França, Austrália, Áustria, Estados Unidos e Itália estão entre os 21 países que enviarão delegações para o 46º Congresso Brasileiro de Geologia, de 30 de setembro a 05 de outubro, em Santos (SP), que se consolida como um dos mais importantes eventos das geociências no mundo. O evento faz parte das comemorações do Ano de Portugal no Brasil e vai discutir as principais questões geológicas do Brasil, países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e problemas ambientais que afetam todos os continentes e dizem respeito ao globo terrestre.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), do Ministério de Minas e Energia, será representado por cerca 200 pesquisadores que irão apresentar 167 pesquisas técnico-científicas, sobre 12 temas. Os pesquisadores são de diversas unidades da CPRM no Brasil, Belém, Belo Horizonte, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Fortaleza, Porto Velho, Teresina e Rio de Janeiro.

Além de estabelecer pontes entre o mundo acadêmico e o mundo profissional, o 46º Congresso tem como meta discutir os principais assuntos que envolvem as geociências e considerados “carro chefe” no avanço econômico nacional, a exemplo das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás, as grandes descobertas de depósitos minerais, principalmente no norte e nordeste do Brasil e os desafios do mercado e cursos de Geologia em todo o país.

As delegações de Portugal, Angola, Moçambique e Timor Leste são responsáveis por aproximadamente 100 trabalhos diretos e indiretos inscritos. Um dos destaques da participação dos países do CPLP no Congresso serão os mapeamentos geológicos conduzidos pelo Serviço Geológico de Portugal, Moçambicano e Brasileiro.
 

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Reunião de monitoramento do Plano Nacional de Gestão de Riscos reúne representantes do governo

O diretor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Thales Sampaio, participa nesta quinta-feira (27/09) da reunião de monitoramento do Plano Nacional de Gestão de Riscos, no Palácio do Planalto, em Brasília. Este é o segundo encontro entre representantes dos órgãos envolvidos na implementação das ações previstas no plano, que possibilitará o acompanhamento da execução física e financeira de projetos e obras em andamento.


O plano lançado no início de agosto pela presidenta da república, Dilma Rousseff, prevê o mapeamento das áreas de risco, estruturação de um sistema de monitoramento e alerta para desastres naturais. E tem como objetivo proteger vidas, garantir a segurança das pessoas, minimizar os danos decorrentes de desastres e preservar o meio ambiente. As ações do plano estão divididas em quatro eixos temáticos – prevenção, mapeamento, monitoramento e alerta e resposta a desastres.

Participam da reunião representantes dos Ministérios da Integração, Cidades, Planejamento, Saúde, Defesa e Ciência, Tecnologia e Inovação; da Secretaria do Tesouro Nacional, Controladoria Geral da União, Agência Nacional de Águas (ANA), Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil e  Secretaria Executiva da Casa Civil.

domingo, 23 de setembro de 2012

A Agência Japonesa de Cooperação conhece as novas metodologias para mapeamento de áreas riscos


A delegação japonesa foi recebida pelo diretor
Thales Sampaio
Representando o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o diretor de Hidrologia e Gestão Territorial, Thales Sampaio, e a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Maria Glícia Coutinho, receberam nesta quarta-feira (26/9), no escritório do Rio de Janeiro, a visita de delegação da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), composta pelo diretor da instituição, Yasuhiko Kato.

Durante a visita, o geólogo da Divisão de Gestão Territorial, Jorge Pimentel, apresentou as novas metodologias adotadas pela CPRM no mapeamento de áreas de riscos. A ação executada pela empresa está inserida no Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais lançado recentemente pelo governo.   


Apresentação das ações de mapeamento de áreas
de risco
A comitiva, constituída por técnicos da Jica, veio ao Brasil com o propósito de levantar dados para elaboração de um projeto de cooperação na área de gestão de riscos em Desastres Naturais, entre os governos do Japão e do Brasil. A Jica é o órgão do governo japonês responsável por implementar a Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) que apoia o crescimento e a estabilidade socioeconômica dos países emergentes e tem como objetivo contribuir para a paz e o desenvolvimento da sociedade internacional. 
Para o diretor Yasuhiko, a palestra foi bastante esclarecedora e interessante: “vi o estudo da CPRM sendo realizada na prática em Nova Friburgo, uma das áreas que visitei”, destacou. Na ocasião, estiveram presentes também, os engenheiros civis, Leandro Torres, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Rafael Oliveira, do Ministério da Integração Nacional (MI).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Coordenadores do Atlas Pluviométrico definem meta de geração de informações para municípios do projeto Risco Geológico


Coordenadores do Atlas Pluviométrico definem
 as equações de IDF
Coordenadores do Atlas Pluviométrico, desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), estiveram reunidos na Superintendência Regional de Belo Horizonte (Sureg-BH), nos dias 17, 18 e 19 deste mês, para avaliar e programar as atividades de definição das equações: Intensidade-Duração-Frequência (IDF).

O projeto Atlas Pluviométrico tem por meta gerar mapas de isoietas (linhas traçadas em um mapa que marca os pontos com igual precipitação pluvial) e entender a frequência de ocorrências de precipitações diárias e o estabelecimento das relações de intensidade, duração e frequência das chuvas intensas.

Na reunião, os pesquisadores definiram como meta estabelecer, até dezembro de 2012, 40 equações IDF para os municípios atendidos pelo projeto de Risco Geológico executado pela CPRM em todo o país.

Participaram da reunião o pesquisador em Geociências do Departamento de Hidrologia (Dehid) e coordenador nacional do Atlas Pluviométrico, Eber José de Andrade Pinto e os pesquisadores em Geociências e coordenadores regionais: Andressa Azambuja, da Sureg-BE; Karine Pickbrenner, da Sureg-PA;e José Alexandre Farias, da Residência de Fortaleza.

Serviço Geológico do Brasil terá efetiva participação no 46º Congresso Brasileiro de Geologia



O 46º Congresso Brasileiro de Geologia, marcado de 30 de setembro a 05 outubro em Santos (SP), reunirá mais de 4 mil participantes e 21 delegações de países dos cinco continentes. O evento acontecerá junto ao 1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa. Na ocasião serão apresentados mais de 2 mil trabalhos.

Cerca de 200 pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apresentarão 167 pesquisas em 12 áreas temáticas: mapeamento geológico-geotécnico em municípios críticos com relação a riscos geológicos; implementação da recuperação ambiental da bacia carbonífera de Santa Catarina; produção laboratorial de análises minerais; informações de alerta de cheias e inundações; levantamentos geoquímicos; avaliação dos recursos não vivos da zona econômica exclusiva; levantamento da geodiversidade; levantamentos aerogeofísicos; gestão da informação geológica; avaliação dos recursos minerais do Brasil; levantamentos hidrogeológicos; e levantamentos geológicos.

Os pesquisadores são de diversas unidades da CPRM no Brasil, Belém, Belo Horizonte, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Fortaleza, Porto Velho, Teresina e Rio de Janeiro.

O diretor-presidente, Manoel Barretto, e os diretores Antonio Bacelar, Roberto Ventura, Eduardo Santa Helena e Thales Sampaio participarão do Congresso.

A CPRM também participará por meio do estande Presença e Participação Governamental, em parceria com Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Entre alguns nomes de destaque com participação garantida no Congresso estão o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, Mario Rui Machado Leite, diretor do Laboratório de Geologia e Minas de Portugal (Serviço Geológico de Portugal), e Mario Carminatti, gerente executivo de Exploração da Petrobras. Destacam-se ainda as participações de Ulrich Anton Glasmacher, da Universidade de Heidelberg e Hans-Peter Bunge, da Universidade de Munich, além de Stephen F. Lintner, consultor sênior do World Bank.

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva receberá a medalha Pandiá Calógeras, prêmio concedido pela Sociedade Brasileira de Geologia, desde 1975, para pessoas que tenham contribuído para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro e das ciências geológicas, por meio de ações políticas, sociais ou administrativas.

"O então presidente foi responsável pelo fortalecimento administrativo e funcional do Serviço Geológico Brasileiro, pela modernização do sistema cartorial ligado à pesquisa e exploração mineral, e também por ações inovadoras na gestão territorial com destaque para a prevenção de riscos geotécnicos e maior controle do uso dos recursos hídricos", explicou Fábio Machado, presidente da comissão organizadora do Congresso.

Além de estabelecer pontes entre o mundo acadêmico e o profissional, o 46º Congresso tem como meta discutir os principais assuntos que envolvem as geociências e considerados "carro chefe" no avanço econômico nacional, a exemplo das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás, as grandes descobertas de depósitos minerais, principalmente no norte e nordeste do Brasil e os desafios do mercado e cursos de Geologia em todo o país. Ao longo de todo o encontro são esperados cerca de 4 mil congressistas e serão apresentados mais de 2 mil trabalhos.

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