sexta-feira, 13 de abril de 2012

Acordo de cooperação Brasil-França avalia as condições das águas subterrâneas da Região Metropolitana do Recife


Um acordo de cooperação entre Brasil e França vai estudar o impacto humano nas águas subterrâneas da Região Metropolitana do Recife (RMR). O estudo Challenge of water quality in urban environmental issue: Recife aquifers and land use. How to face groundwater salinisation and contamination under global environmental change in its societal context – Projeto Coqueiral vai analisar os usos e a percepção social da água, além de identificar os processos de degradação pelos quais os aquíferos da costa pernambucana vêm passando ao longo das últimas décadas.


A pesquisa será coordenada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Brasil, e pelo Bureau de Recherches Géologiques et Minières (BRGM), na França, com a colaboração do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), da Universidade de São Paulo (USP) e das francesas Lille 3 e Rennes 1, além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da parceria privada da Géo-Hyd, empresa de gestão de recursos naturais e sistemas de informação. Em março, as entidades envolvidas se reuniram no Recife para dar início ao projeto.

Com duração prevista de três anos e um investimento de mais de R$ 2 milhões, o Projeto Coqueiral propõe uma pesquisa interdisciplinar que alia a proteção ambiental ao planejamento de gestão das águas subterrâneas. Através do estudo será possível avaliar o impacto humano sobre a qualidade e a quantidade de água dos aquíferos da costa de Pernambuco, superexplorados com o aumento da urbanização nestas localidades.

No Brasil, a água é um bem de domínio público e todo e qualquer uso tem que ser autorizado. Segundo Marcelo Asfora, diretor-presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), apenas 5094 poços, de um total de 18 mil, são outorgados no estado – destes, 90% utilizam as águas subterrâneas para fins de abastecimento. O Projeto Coqueiral vai detectar como se dá o uso dessas águas e apontar a origem dos processos de salinização e de poluição inorgânica, além de traçar a evolução dos aquíferos com as mudanças ambientais e sociais da costa pernambucana.

Pernambuco cresce acima da média do Nordeste e do Brasil – o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 26,23% no período de 2007 a 2010 –, o estado segue com potencialidades hídricas restritas, tornando necessário o equilíbrio entre as atividades produtivas e os usos da água para evitar danos ainda maiores posteriormente.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Manoel Barretto recebe representante do governo do Espírito Santo




O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto reuniu-se nesta quarta-feira (11/04), em Brasília, com o gerente de Arranjos Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento do Espírito Santo, Francisco Ramaldes. No encontro falaram, entre outras demandas, sobre o mapa geológico daquele estado com dados da CPRM.
Barretto apresentou dois projetos da CPRM, a elaboração de um Atlas de rochas ambientais e o mapa geológico. “Nós preparamos o mapa e enviamos para o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) que trabalha com as informações meteorológicas e cria um modelo, por esse modelo eles traçam os riscos e enviam os avisos para a defesa civil”, explicou o diretor-presidente.

Em nome do governo do estado, Ramaldes se colocou à disposição para colaborar com os trabalhos de mapeamento e convidou Manoel Barretto para uma reunião no final do mês, a ser realizada em conjunto com os secretários de Desenvolvimento e Meio Ambiente do estado do Espírito Santo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CPRM amplia conhecimento geológico no Rio Grande do Norte

Geóloga Maria Lima descreve pedreira de extração
de cascalho



O Rio Grande do Norte é reconhecido no cenário nacional como um estado tradicionalmente mineiro, estando recentemente entre os mais procurados para investimentos na área da mineração.


Desta forma, a implementação de estudos geológicos é um instrumento de suma importância para subsidiar as políticas públicas nas esferas municipais, estaduais e federais, bem como representar um atrativo para novos investimentos do setor mineral com consequente desenvolvimento econômico regional.





Neste contexto o Serviço Geológico do Brasil, através da Superintendência Regional de Recife/Núcleo de Apoio de Natal iniciou, em 2011, um levantamento geológico, geoquímico e dos recursos minerais, na escala 1:100.000 da Folha São José do Mipibú, que corresponde a uma área de 3.000Km2 e abrange, total ou parcialmente, 23s municípios no litoral sudeste do estado do Rio Grande do Norte e um pequeno segmento na porção nordeste do estado da Paraíba, abrangendo outros três município.


Geólogo Eugênio Dantas analisa área de exploração
de areia utilizada na construção civil
Os principais recursos minerais que ocorrem na folha são os de aplicação na indústria da construção civil, tais como cascalho, areia, caulim, diatomita e brita. Este material está sendo cadastrado, caracterizado e as informações serão disponibilizadas para o atendimento adequado do consumo da região, bem como possíveis ampliações das atividades extrativas. A localização da folha próxima ao centro urbano consumidor da grande Natal favorece a extração das reservas devido à redução dos custos principalmente no fator transporte.



Neste trabalho, ainda pretende-se agregar qualidade à cartografia pelo detalhamento de unidades geológicas a partir de novos dados de campo, literatura, aerogeofísica, geocronologia, litoquímica e geoquímica prospectiva. Ressalta-se ainda que a região é conhecida pelas belíssimas paisagens naturais caracterizando um importante patrimônio geológico.

Diretor Roberto Ventura fala sobre os desafios na exploração de terras raras

Em entrevista à Rádio CBN, nesta terça-feira (11/4), o diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Roberto Ventura, reafirmou o potencial brasileiro e a preocupação ambiental na exploração de terras raras.

“Nós já temos ideia de locais favoráveis para a exploração desses recursos nos estados de Minas, Goiás, Roraima e na Amazônia, nosso principal desafio”, disse. Segundo o diretor, alguns desses elementos químicos são radioativos, o que torna o processo tecnológico de exploração ainda mais complexo e exigem armazenamento especial.
Ouça a entrevista: http://migre.me/8DkFq

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Geólogos da CPRM apresentam pesquisa sobre riscos remanescentes em Nova Friburgo

Moradias em área de risco remanescente na região de Nova Friburgo
Com a presença de instituições e entidades do município de Nova Friburgo, envolvidas com trabalhos de estudos e prevenção em áreas de risco, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apresentou, no dia 30/3, no auditório da Universidade Estácio de Sá, uma palestra abordando a pesquisa sobre riscos remanescentes em Nova Friburgo - RJ.


A apresentação foi uma iniciativa da Comissão de Avaliação de Projetos do Instituto Fribourg-Nova Friburgo (Casa Suíça). A entidade desenvolve uma parceria com as autoridades do cantão de Fribourg e com a Associação Fribourg-Nova Friburgo, em trabalhos executados em duas frentes: reconstrução e prevenção.

Conduzida pela geóloga Sandra Silva, com o apoio do chefe do Departamento de Gestão Territorial (Deget), da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM (DHT), Cássio Roberto Silva, o objetivo da apresentação foi divulgar para a população o trabalho realizado pela CPRM entre os meses de fevereiro a abril de 2011 no município com vistas a buscar soluções preventivas para os eventos de riscos naturais na região.

Estudos na região de Nova Friburgo

Com o título “Setorização do risco remanescente no município de Nova Friburgo”, a pesquisa fez um levantamento geral das áreas de riscos remanescentes, com detalhamento sobre as regiões mais atingidas após a tragédia ocorrida no início de janeiro de 2011, em Nova Friburgo. Causada por eventos de grande escala de cheias e escorregamentos de encostas, a tragédia provocou danos de grandes proporções sobre a população do município.

O trabalho foi chefiado pelo geólogo Jorge Pimentel, com coordenação de geoprocessamento e editoração do engenheiro-agrônomo Edgar Shinzato, e assessoria técnica do geólogo Carlos Eduardo Osório Ferreira.

Curso em áreas de prevenção

Como parte do projeto de prevenção, a Casa Suíça está patrocinando um período de estudos em Genebra, na Suíça, para a geóloga Sandra Silva, da CPRM, Ph.D em Geotecnia. Silva fará um curso de três meses no Certificado de Especialização para a Avaliação e Gestão de Riscos Geológicos e Climáticos Relacionados (CERG-C), no Departamento de Riscos Geológicos. Após o treinamento, os técnicos do Deget-CPRM definirão o método de aplicação dos conhecimentos adquiridos no curso em trabalhos de prevenção em Nova Friburgo.

O CERG-C treina cientistas desde 1988, ano de sua criação, com vistas a desenvolver conhecimentos voltados para a contribuição na redução dos impactos causados por eventos naturais. O objetivo é desenvolver, junto às comunidades residentes em regiões afetas a riscos naturais, uma consciência da importância de incorporar, cotidianamente, a ciência do risco aplicada à realidade, de forma a lidar com os eventos naturais para reduzir as perdas humanas e materiais a níveis suportáveis.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

CPRM prepara novo concurso público




O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto, designou comissão para organizar o concurso público que será realizado pela empresa, ainda este ano. A contratação de novos profissionais faz parte do processo de reestruturação da instituição, e busca atender as novas demandas da CPRM para ampliar os trabalhos que estamos realizando.




A comissão conta com a participação de representantes de cada diretoria, e presidida pela chefa do Departamento de Recursos Humanos (Derhu), Ester de Paiva Virzi.

O grupo já se reuniu, no Escritório do Rio de Janeiro, para discutir o cronograma de trabalho, incluindo a elaboração do edital. A comissão já está realizando a etapa de levantamento de dados, que irá indicar a necessidade de cada área da instituição. Após essa fase, a comissão irá consolidar o levantamento de vagas, e apresentar à Diretoria Executiva.

O diretor de Administração e Finanças, Eduardo Santa Helena participou da abertura da reunião, que contou com a presença de representantes de cada área.







Plano de Saneamento Básico é discutido em Santarém

 
A Superintendência de Belém, a convite da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), participou através do Projeto Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (Rimas) de uma reunião do Grupo de Trabalho de Saneamento Básico da Prefeitura Municipal de Santarém para subsidiar a elaboração do Plano de Saneamento Básico do Município de Santarém, exigência do Ministério das Cidades, Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, para habilitação de financiamento de projetos/obras de Saneamento do Governo Federal.



O geólogo Manoel Imbiriba Junior apresentou os objetivos e a metodologia do Rimas, onde no Baixo Amazonas já começou a perfuração de quatro poços no Aquifero Alter do Chão.

Em Santarém, um poço de 200 metros encontra-se em fase de conclusão, sendo que em seguida serão realizadas perfurações nos municípios da Calha Norte, Óbidos, Prainha e Almerim, todos com 100 metros de profundidade. Já existe na cidade uma estação sendo monitorada, desde outubro de 2011, através de medidor de nível automático localizada no Sistema Amparo, cedida pela COSANPA, com 270 metros de profundidade.

Imbiriba também apresentou os projetos de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água da COSANPA, previstas no PAC, e que atende toda a área central de Santarém, com cerca de 18 poços profundos, todos localizados no Aquifero Alter do Chão.


Participaram das discussões, técnicos das Secretarias de Planejamento, Infra-Estrutura, Assuntos Jurídicos e Habitação de Santarém, além da FUNASA e da COSANPA. Pela CPRM (SGB-SUREG-BE-Projeto Rimas) estiveram presentes o geólogo Manoel Imbiriba Junior e o técnico em mineração, José Paulo Santos de Melo. A atividade teve a direção da professora Eunice Sena, coordenadora do CIAM, Secretaria Municipal de Planejamento de Santarém (SEMPLAN).