quarta-feira, 20 de março de 2013

Nova espécie de réptil voador pré-histórico é descoberta no Brasil

Grupo de pesquisadores ao lado do 
modelo de Tropeognathus


O diretor do Museu de Ciências da Terra, Diógenes de Almeida Campos, participou nesta quarta-feira (20/03), da apresentação da mais recente descoberta paleontológica brasileira. Trata-se do mais importante réptil voador pré-histórico já encontrado no país. O evento aconteceu no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Na ocasião, fragmentos de fósseis do pterossauro foram exibidos aos convidados e a imprensa.  Um dos fragmentos que permitiu a descoberta dessa nova espécie pertence ao Museu de Ciências da Terra, que após convênio com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) está sendo administrado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).  


 O grupo de palestrantes liderado pelo professor e pesquisador Alexander Kellner revelou dados de seus estudos e apresentou as características do réptil. Segundo ele, o espécime de Tropeognathus, chamado de “Gigante Voador”, quebra paradigmas da paleontologia, provando que os animais de grande porte são mais antigos do que se acreditava. Kellner ainda disse que a Formação Romualdo, na Chapada do Araripe, onde os fragmentos foram encontrados deve ser valorizada. “Temos que olhar para o que temos no Brasil. A região é, sem dúvida, um dos mais importantes depósitos com fósseis no mundo”, disse o pesquisador.
Os fósseis e os modelos de crânio 
dos “Gigantes Voadores”

Diógenes Campos, que também palestrou no evento, frisou a relevância do acordo entre a CPRM e o DNPM para administrar o Museu de Ciências da Terra.  Ele reiterou a importância da preservação dos sítios paleontológicos do País. “O grande problema que o Brasil enfrenta na Chapada do Araripe é o tráfico de fósseis, e a defesa dos depósitos é extremamente necessária”, disse o diretor.

Brasil e Japão discutem intercâmbio na área de Geologia



Representantes da CPRM e a delegação japonesa

O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto, recebeu nesta terça-feira (19/03), delegação do Serviço Geológico Japonês (GSJ) para discutir cooperação técnica entre as duas instituições. Durante o encontro foi negociado o intercâmbio de pesquisadores entre os países. A comitiva japonesa formada pelo presidente do GSJ, Eikichi Tsukuda, pelo pesquisador Tetsuichi Takagi, e pelo diretor de recursos geológicos Yuji Mitsuhata, busca apoio da CPRM para estudos no Brasil.


Delegação japonesa
Segundo Manoel Barretto, as discussões estão avançadas e prevê o intercâmbio de pesquisadores entre os países. Para Tsukuda, o Brasil e o Japão são bastante similares, porém ainda muito diferentes, no ponto de vista geológico, e essa troca de experiências será interessante para a formação dos pesquisadores dos dois países. A delegação retorna ao Japão com a promessa de manter contato com a CPRM, em busca de viabilizar a negociação.

O encontro contou com a presença da chefe da Assuni, Maria Glícia, da pesquisadora em geociências Fátima Maria do Nascimento, e dos analistas em geociências Luis Fernando de Almeida e João Batista Dias Júnior.

Maria Glícia explica a proposta da CPRM 
à comitiva japonesa






Ministro da Integração Nacional sobrevoa áreas afetadas por chuvas no Rio de Janeiro


Petrópolis, 19/3/2013 - O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, visitou nesta terça-feira (19/03), acompanhado do vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e do secretário Nacional da Defesa Civil, Humberto Viana, as áreas afetadas pelas fortes chuvas nos últimos dias na região serrana e na baixada fluminense do Rio de Janeiro.


Na ocasião, o ministro disse que os técnicos da Defesa Civil Nacional, que estão desde ontem no estado, vão continuar no Rio de janeiro até o final da semana para auxiliar as prefeituras dos municípios afetados a quantificarem a ajuda federal necessária para ações emergenciais, tais como quantas famílias vão precisar de aluguel social, apoio de medicamentos, socorro e assistência e distribuição de alimentos.

Além disso, o ministro ressaltou ainda a importância de ações de conscientização da população. “Trabalhamos desta forma por meio de simulados e cursos de capacitação e oficinas de agentes da defesa civil. Nos últimos dois anos, capacitamos mais de 10 mil pessoas. E até 2014, queremos capacitar todas as defesas civis”, disse.

Duque de Caxias –O Ministério da Integração Nacional autorizou nesta terça-feira, por meio da Portaria nº 98 publicada no Diário Oficial da União, o empenho e repasse de R$ 12 milhões para ao município de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, para a execução de obras de reconstrução e recuperação de danos causados por enxurradas. O plano de trabalho do município foi autorizado pela.

O ministro Fernando Bezerra Coelho explicou que os R$ 12 milhões foram liberados hoje porque o Ministério estava aguardando o detalhamento do plano de trabalho das intervenções. De acordo com ele, “até o presente momento o governo federal está alocando de R$ 13 milhões a R$ 14 milhões, para governo do estado, através do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), para fazer ações de dragagem. E, em parceria com o município, o governo federal liberou R$ 12 milhões, que é para reconstrução da ponte e dos acessos à ponte, num amplo programa de reurbanização da área de foi alagada”.

O prefeito do município, Alexandre Cardoso, destacou que o ministério já liberou outros R$ 1.250 milhão do aluguel social. Com esses recursos, a prefeitura pagou 294 alugueis. E vai pagar até 27 de março mais 60 alugueis sociais. 

Ações do Governo Federal - Outras ações estão sendo executadas pelo Governo Federal para reforçar a assistência à população que vive em áreas de risco. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em conjunto com o Centro de Monitoramento de Desastres (Cemaden), continua a monitorar as condições climáticas na região serrana do Rio de Janeiro, no litoral norte de São Paulo e no Espírito Santo.

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) trabalham nas áreas afetadas para a desobstrução das estradas com a retirada de galhos de árvores, entre outros detritos levados pelas chuvas.

Ações estruturantes também contam com investimentos federais na região serrana. Para 2013, o Governo Federal disponibilizou R$ 2,3 bilhões em novos empreendimentos para prevenção de desastres naturais no Rio de Janeiro. Essas ações fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sob responsabilidade dos ministérios da Integração Nacional e das Cidades.

O Ministério da Integração Nacional é responsável pelas ações de contenção de cheias, no valor de R$ 255 milhões. São obras para construção de barragens, diques de contenção, pontes e sistemas de prevenção nas cidades de Lage do Muriaé, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira e Santo Antônio de Pádua. Mais de 170 mil pessoas serão diretamente beneficiadas com as intervenções.  

Já o Ministério das Cidades, coordena obras de contenção de encostas na região serrana, no valor de R$ 290,6 milhões. Dessas, seis estão sob responsabilidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro e uma da Prefeitura de Nova Friburgo. Também há dez projetos de drenagem urbana selecionados para a região serrana do Rio de Janeiro, com recursos do PAC Saneamento, no valor de R$ 978 milhões.

Na área de habitação, os municípios da região serrana foram beneficiados com obras de urbanização de assentamentos precários, no valor de R$ 50,93 milhões, em Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. No âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida foram contratados pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) dois empreendimentos que estão em execução no município de Nova Friburgo (RJ), para construção de 916 unidades habitacionais. Há também a construção de casas populares em Petrópolis.

Histórico - Além disso, em 2012, o Ministério da Integração Nacional concluiu a recuperação do Sistema de Drenagem na Baixada Campista. As obras, nas cidades de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Quissamã, beneficiam 350 mil habitantes. Foram executadas obras de macrodrenagem, dragagem dos canais de Quitinguta e Coqueiros, construção de canais e modernização do sistema de comporta e de diques, visando controle e minimização de enchentes e inundações.

Outros dois convênios da Integração somam R$ 2,3 milhões. Um deles com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para elaboração de projeto de recuperação de canais de drenagem e irrigação da Baixada Campista no Rio de Janeiro, além do convênio com município de Nova Friburgo para obra de drenagem urbana.



Fonte: Ministério da Integração

terça-feira, 19 de março de 2013

Levantamento geoquímico vai ajudar a identificar potencial de Terras Raras e Fosfato no Brasil


Ioná Cunha fala sobre uso da geoquímica 
para ampliar reservas  de fosfato
A geóloga Lucy Chemale fez balanço dos levantamentos geoquímicos realizados no projeto de avaliação do potencial de Terras Raras no Brasil. O estudo está sendo executado pela CPRM já coletou amostras em diversas regiões do País.  A pesquisadora explicou durante o seminário de Geoquímica, que reúne técnicos de todas as unidades regionais da empresa, que o projeto já está avaliando alvos  nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Segundo ela, o objetivo do estudo é “detalhar as áreas já conhecidas que apresentam potencial econômico para orientar a prospecção mineral, além de buscar descobrir novos alvos com viabilidade econômica”, disse a coordenadora do projeto.


Para este ano, está programada a reanálise das amostras dos projetos Seis Lagos e Repartimento, a elaboração de relatório preliminar dessas regiões contendo levantamento geoquímico. A amostragem sistemática de alvos em Tocantins e Roraima também é uma das metas. “A CPRM também vai realizar cursos com especialistas em mineralizações de ETRs em rochas alcalinas e graníticas para capacitar nossos pesquisadores”, destacou Lucy.

Lucy explica como está sendo realizado o levantamento 
geoquímico no projeto de Terras Raras

Projeto Fosfato Brasil - A pesquisadora Ioná Cunha Bahiense, da Divisão de Avaliação de Recursos Minerais, também fez uma avaliação sobre o projeto, que de acordo com ela, busca ampliar reservas brasileiras de fosfato, insumo usado na fabricação de fertilizantes. “Estamos avaliando o potencial para novos depósitos, tanto magmáticos quanto sedimentares”, disse Ioná. Ela destacou que geoquímica é uma das principais ferramentas utilizadas no estudo.

O geólogo Carlos Alberto Cavalcanti Lins apresentou resumo dos levantamentos  geoquímicos na Borborema. Ele citou áreas selecionadas para pesquisa e levantamentos geoquímicos na região, e esboço geológico da Faixa Cachoeirinha-Salgueiro, Domínio Granjeiro e Seridó. Durante o seminário serão apresentados ainda balanço dos levantamentos geoquímicos que estão sendo realizados pelas  unidades regionais.


Desafios da Geoquímica no Brasil são debatidos em seminário no Rio de Janeiro

Valdir Silveira dá as boas-vindas aos participantes
em nome do diretor Roberto Ventura

Representando o diretor de Geologia e Recursos Minerais (DGM), Roberto Ventura, o geólogo Francisco Valdir Silveira, realizou hoje (19/3), a abertura do seminário de Geoquímica da CPRM, no Rio de Janeiro. Chefe do Departamento de Recursos Minerais (Derem), Valdir enumerou questões fundamentais que serão discutidas durante os três dias de evento, como a importância da integração de dados geológicos, geoquímicos e geofísicos.


O controle no procedimento de coleta de amostras, a atualização do manual de geoquímica, assim como os desafios que vão ser impostos à CPRM com o novo marco regulatório da mineração no Brasil, vão fazer parte dos debates do seminário.  “São grandes os desafios impostos ao Serviço Geológico do Brasil e nós temos que pensar como vamos nos organizar para sermos mais eficientes. A geoquímica é ferramenta fundamental de apoio ao mapeamento e suporte geológico ”, destacou Valdir Silveira.

Claudio Porto fala dos desafios da Geoquímica 
na CPRM
Chefe do Departamento de Geologia, Reginaldo Alves Santos, deu início às palestras do evento com uma ambientação sobre a geoquímica na CPRM.  Ele lembrou o momento importante em que vive a empresa. “Temos que estar afinados com o nosso objetivo”, avalia Santos, destacando que durante o evento serão debatidos questionamentos sobre o futuro da geoquímica e os desafios da empresa com o advento do marco regulatório, além da força de trabalho necessária para as demandas da área.

Novas estratégias - Para agilizar a produção e disponibilização de dados da cartografia geológica a CPRM vai integrar dados  geológicos,  geofísicos e geoquímicos.  “A previsão é que sejam coletadas amostras em cerca de 100 mil pontos nos próximos anos, em áreas de grande interesse à prospecção mineral”, enfatizou Santos. Ele lembrou também da importância da análise de projetos históricos da CPRM.  “Vamos reanalisar e recuperar esses projetos antigos  integrando os dados geológicos   com a geoquímica e geofísica. Nosso objetivo é selecionar áreas para pesquisa mineral a curto prazo”,  disse o geólogo. 

Para o chefe da Divisão de Geoquímica, Claudio Porto, os levantamentos  geoquímicos têm que ser elaborados  pensando numa estratégia de pesquisa mineral. “ Temos que tentar uniformizar, ter uma forma de trabalho para  fazer  a integração de dados. Gerar e procurar alvos geoquímicos para a pesquisa mineral”, explica  Porto.

Cerca de 30 profissionais de todas as superintendências da CPRM estão participando do seminário, que vai contar com uma série de palestras e debates até esta quinta-feira (21). O evento está sendo realizado sob a coordenação da Divisão de Geoquímica (Digeoq) e conta com o apoio da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais.  A coordenadora executiva da Diretoria de Relações Institucionais e Desenvolvimento, Michelle Araújo, é a responsável pela organização do evento. 

Departamento de Geologia discute implantação de programa de acompanhamento dos projetos de mapeamento geológico

Durante encontro foram discutidas mediadas para 
agilizar a finalização de mapas geológicos 

Departamento de Geologia da CPRM (DEGEO) realizou nos dias 12 e 13 de março, encontro na Superintendência Regional de Salvador, para discutir ações visando implantação de programa de acompanhamento dos projetos de mapeamento geológico desenvolvidos pela empresa, nas escalas 1:100.000 e 1:250.000. O encontro reuniu supervisores nacionais que debateram medidas para reduzir  prazos de disponibilização dos produtos para a comunidade.


Na ocasião, foi avaliada a situação dos mapas supervisionados pelo departamento com perspectivas de publicação no primeiro semestre de 2013, e programadas visitas de avaliação e apoio técnico nas unidades regionais, nos meses de março, abril e maio. As primeiras unidades visitadas serão as Superintendências de Manaus, Belém, Porto Alegre, Goiânia e Belo Horizonte e a Residência de Teresina.

Segundo Reginaldo Santos, a reunião definiu estratégias para otimização das etapas finais dos projetos, que envolve a revisão de mapas e relatórios, permitindo desta forma a divulgação mais rápida das informações geológicas à sociedade. Além de Santos, participaram da reunião, o chefe de Divisão de Geologia Básica, Edilton Santos, os pesquisadores em geociências Erison Lima, Jayme Scandolara, José Torres, Leda Maria Fraga, Nelson Custódio e Vladimir Medeiros.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Técnicos da área administrativa da CPRM participam do Congresso Brasileiro de Pregoeiros

 
Maior encontro nacional na área de compras públicas, a 8ª edição do Congresso Brasileiro de Pregoeiros busca proporcionar a capacitação e aperfeiçoamento dos agentes públicos responsáveis pelas contratações feitas pela Administração Pública. O evento será realizado de 18 a 21 de março, em Foz do Iguaçu (PR,) e contará com a participação  de técnicos da CPRM que atuam na área de compras e contratos, no escritório do Rio de  Janeiro, na  sede em  Brasília  e Superintendências regionais de Porto Alegre, São Paulo,  Recife, Belo Horizonte, Residência de Teresina,  e Consultoria Jurídica da empresa. 

A programação do evento visa transmitir aos congressistas as mais recentes atualizações legislativas e no âmbito dos certames licitatórios para garantir maior eficiência e economicidade nas compras governamentais.  Durante o evento os congressistas irão participar de palestras, oficinas e debates sobre elaboração de editais, contratos administrativos, compras sustentáveis, termo de referência, licitações internacionais, Sicov e registro de preço. 

“Vamos trocar experiência com outros servidores públicos e atualizar o conhecimento sobre as novas leis para abordar a temática da sustentabilidade para as compras da empresa”, avalia Sueli Mourão, que trabalha na área administrava do escritório do Rio de Janeiro. Ele destaca que pretende participar da oficina de registro de preço, que vai explicar as novas mudanças nessa modalidade de compras com a atualização da legislação que trata do assunto. 

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