sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Instrutores ministram prática de monitoramento em áreas de risco

Técnicos observam área sujeita a escorregamentos
 no Jardim Alvorada - BH

Orientados pelos pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Anselmo Pedrazzi e Andrea Lazaretti, os cerca de 50 técnicos de defesas civis de várias regiões do estado de Minas Gerais, acompanharam, ontem, 19/09, exercícios práticos de campo em áreas de risco de escorregamentos, enchentes e inundações e aula prática operacional de aparelhos GPS. As atividades de campo fizeram parte do curso de capacitação para prevenção e gerenciamento de riscos de desastres naturais, realizado pela CPRM em parceria com a Defesa Civil de Minas Gerais.


Região sujeita a enchentes e inundações
 em Aarão Reis – BH
A primeira atividade de campo transcorreu no bairro Jardim Alvorada, região noroeste de Belo Horizonte, onde os técnicos acompanharam os instrutores da CPRM na avaliação de uma ocupação urbana desordenada em terreno de alto risco de escorregamentos. Após, a equipe e os alunos se descolocaram para outra região da cidade, no bairro Aarão Reis, local onde também existe uma parcela da população cujas moradias foram construídas às margens do ribeirão do Onça. Nesse local, os técnicos observaram a situação de risco de cheias, em função também da ocupação urbana desordenada, em área totalmente inadequada para habitação.

Aula no distrito de Ravena, Sabará, onde há risco 
de rolamento de blocos e matacões
Durante as visitas às áreas de risco em Belo Horizonte, o grupo contou com o apoio do geólogo Saulo Godinho da Fonseca, supervisor de normatização e monitoramento da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), que explicou aos alunos o que a Prefeitura de Belo Horizonte tem feito para mitigar os efeitos dos eventos que ocorrem nas regiões visitadas.

Encerrando as atividades de campo, os monitores da CPRM conduziram os técnicos das defesas civis para o distrito de Ravena, no município de Sabará – MG, para observar e avaliar uma área sujeita a deslocamento de rochas.

Aula prática de como utilizar um equipamento de GPS
Também durante as atividades de campo, os técnicos da CPRM demonstraram como deve ser utilizado o equipamento de GPS no trabalho de mapeamento de áreas de risco e monitoramento futuro das localidades sujeitas a eventos de desastres naturais ou desastres provocados pela ação do homem. 

CPRM participa do 13º Simpósio de Geologia da Amazônia

Geólogas Stella Guimarães e Lucy Chemale
De 22 a 26 de setembro acontecerá em Belém (PA) o 13º Simpósio de Geologia da Amazônia. O evento terá como tema “Recursos Minerais e Sustentabilidade Territorial na Amazônia” e promoverá uma reflexão a respeito do desenvolvimento econômico e social, e da ocupação do espaço nas várias regiões relacionadas às áreas nas quais há projetos de mineração.


A CPRM será representada por cerca de 30 participantes. Alguns geólogos apresentarão trabalhos, entre eles, profissionais das superintendências de Belém, Manaus e Goiânia.

A geóloga Stella Guimarães fará uma apresentação de pôster sobre “Rochas encaixantes e hospedeiras do depósito de Coringa” – Província de Tapajós (PA). A geóloga Lucy Chemale fará duas palestras a primeira sobre o “Potencial de Terras Raras de Roraima e Amazonas” e a segunda sobre o “Uso de fluorescência de raio x portátil em um levantamento geoquímico de solo”. A última é resultado do primeiro trabalho desenvolvimento pela CPRM utilizando o equipamento de Raio x fluorescente, nova tecnologia aplicada aos estudos de campo.

Estrutura do Simpósio - Nesta edição do Simpósio de Geologia da Amazônia (SGA) os participantes terão à sua disposição um leque de atividades e uma ampla programação cultural e social para os participantes e acompanhantes, tanto na cidade de Belém quanto em outras localidades turísticas do Pará.

Uma feira de exposição de porte médio (Feira do 13SGA) ocorrerá, simultaneamente, no próprio ambiente do evento. Os espaços serão disponibilizados na forma de estandes para possibilitar aos expositores divulgarem seus produtos, serviços e outras necessidades, e destinam-se a empresas públicas ou privadas, órgãos governamentais e não governamentais sociedades científicas, universidades, associações, editoras e outras instituições relacionadas às Geociências e outras áreas.

Nesta edição, em caráter inédito, será ofertado um programa específico de conhecimentos em Geociências para os professores de Ciências de escolas públicas e privadas do estado do Pará que inclui uma Feira de Ciências e um workshop.


Curso de Capacitação termina com avaliações positivas


Instrutores e alunos em foto de encerramento do curso
Avaliação e discussão sobre as aulas práticas de campo; prevenção e sistema de alerta; e encerramento. Estas foram as últimas atividades do curso “Capacitação de Técnicos para Prevenção e Gerenciamento de Riscos de Desastres Naturais”, realizado no período de 16 a 20/09, em Belo Horizonte, pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em parceria com a Defesa Civil do Estado de Minas Gerais.

Abrindo as aulas, os pesquisadores em Geociências Anselmo Pedrazzi; e Andrea Lazaretti abordaram as atividades de campo realizadas ontem, 19/09, com uma apresentação contendo diagnóstico preliminar sobre as áreas visitadas, indicando as medidas necessárias para a prevenção e ou/mitigação de possíveis eventos de desastres.


Entre as medidas eles destacaram a necessidade de, na região do Jardim Alvorada, em Belo Horizonte, haver monitoramento permanente das áreas; remoção de moradias de locais sujeitas a riscos iminentes; e obras de contenção de encostas; no bairro Aarão Reis, sugerem a limpeza das margens do ribeirão do Onça, manutenção das obras de contenção, e saneamento básico na região, eliminando completamente o descarte de esgoto no ribeirão. No distrito de Ravena, em Sabará, ultimo ponto de área de risco visitada, as sugestões são: plantio de árvores nativas para a formação de barreira; desmonte dos matacões instáveis; sistema de drenagem no limite do depósito de táluo; e colocação de telas. Após, os técnicos debateram e trocaram experiências sobre a ação em áreas de risco.

Jorge Pimentel aborda a prevenção e sistemas
de alerta
Seguindo com o curso, o coordenador-executivo do Departamento de Gestão Territorial da CPRM, Jorge Pimentel, trabalhou com os alunos o tema “Prevenção e Sistemas de Alertas”, destacando questões como setorização de risco, cartas municipais de suscetibilidade a movimento de massa e inundações, implementar e consolidar o sistema de cadastro de deslizamento e inundações, e a importância da realização dos cursos de capacitação de técnicos municipais para atuarem na prevenção e gestão de áreas de risco. Ao final, transcorreu uma solenidade de entrega de certificado aos técnicos que participaram.


Anselmo Pedrazzi e Andrea Lazaretti debatem as 
sugestões de prevenção das áreas visitadas
O curso contou com os seguintes instrutores: Jorge Pimentel, coordenador-executivo do Deget-CPRM; Carlos Eduardo Osório Ferreira, pesquisador em Geociências do Escritório do Rio de Janeiro da CPRM; Márcio de Oliveira Cândido, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial Sureg-BH; os pesquisadores em Geociências da Sureg-BH, Éber José de Andrade Pinto, Elizabeth Guelman Davis, Artur José Soares Matos e Anselmo de Carvalho Pedrazzi; e a pesquisadora em Geociências Andrea Fregolente Lazaretti, da Sureg-SP.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CPRM adota Regime Diferenciado de Contratações

Diretores Roberto Ventura e Eduardo Santa Helena
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acaba de realizar a primeira licitação por meio do Regime Diferenciando de Contratações Públicas (RDC). A instituição contratou empresa especializada na prestação de serviços de logística para coleta de 40 mil amostras - de solos, materiais geológicos, sedimentos de correntes e concentrados de minerais pesados – para atender demanda de projetos de pesquisa para minerais estratégicos que estão sendo realizados pela empresa.

De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Roberto Ventura, esse novo modelo de licitação ajuda a ampliar a capacidade operacional da instituição. “É uma grande novidade que proporciona segurança jurídica e técnica, tendo em vista que, a CPRM desenvolve atividades com alto grau de complexidade”, avalia Ventura.

Serão investidos 14,7 milhões - recurso inserido no PAC - para pesquisa de Agrominerais, Terras Raras, e Lítio, projetos e estudos desenvolvidos em parceria com universidades e serviços geológicos estaduais. Ventura adianta que já está em andamento mais uma licitação pelo novo modelo  do RDC,  que busca alavancar ainda mais as pesquisas na área de geologia marinha. 

O diretor de Administração e Finanças, Eduardo Santa Helena, destaca que, essa primeira licitação envolveu técnicos das duas diretorias e da consultoria jurídica, que formataram o edital. “Essa parceria entre a área administrativa e técnica, envolve novos procedimentos de gestão que buscam modernizar nossa metodologia de compras”, explica Santa Helena.

De acordo com Ventura, a intenção da CPRM é contratar embarcação de pesquisa científica para coleta, processamento, análise e interpretação de dados geológicos, geofísicos e ambientais para atender a demanda do Programa Geologia Marinha do Brasil. “Estamos formatando o edital para contratação de serviços especializados para coleta de informações sobre o potencial dos recursos minerais da Plataforma Continental Jurídica Brasileira (PCJB) e da área oceânica adjacente do Atlântico Sul e Equatorial”, informa Ventura.

O Regime Diferenciado de Contratações - RDC – É uma nova modalidade de licitação instituída pelo governo para de ampliar a eficiência nas contratações públicas e competividade, promover a troca de experiências e tecnologia e incentivar a inovação tecnológica. O RDC foi instituído pela Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011, e regulamentado pelo Decreto nº 7.581, de 11 de outubro de 2011, sendo aplicável exclusivamente às licitações e contratos necessários à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016; da Copa do Mundo Fifa 2014; de obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos Estados distantes até 350 km (trezentos e cinquenta quilômetros) das cidades sedes dos mundiais; das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Superintendência de Goiânia finaliza etapas de campo do Projeto Materiais de Construção

Atividades de lavra na região metropolitana de Goiânia

Foram encerradas no mês de setembro as atividades de campo do Projeto Materiais de Construção da Região Metropolitana de Goiânia. Os trabalhos foram finalizados após encerramento na folha Cristianópolis, e levantamento de campo junto às pedreiras, cerâmicas e cimenteira em áreas das folhas Nazário, Nerópolis e Goiânia.

A área total do projeto contemplou o estudo em 09 folhas na escala 1:100.000: Folhas Itaberaí, Nerópolis, Anápolis, Nazário, Goiânia, Leopoldo de Bulhões, Edéia, Piracanjuba e Cristianópolis, totalizando 27.000km².  


Na última etapa de campo, na folha Cristianópolis, foram avaliados pelo geólogo Edélcio Tavares de Araújo, técnico Warley Sena de Oliveira e pelo chefe da Divisão de Minerais e Rochas Industriais (Dimini) Ruben Sardou Filho, diversos pontos de extração e potencial para areia, argila, cascalho e brita, nos municípios de Cristianópolis, São Miguel do Passa Quatro, Santa Cruz de Goiás, Bela Vista de Goiás e Piracanjuba. As pedreiras, cerâmicas e cimenteira foram visitadas pelos geólogos Edélcio e Karine Gollmann e técnico Warley Sena de Oliveira.
Dragagem de areia e aspectos da mineração da RMG 

A Região Metropolitana de Goiânia é composta por 20 municípios e uma população de 2.100.771,00 habitantes, com uma densidade demográfica de 283,83 hab/km². O crescimento populacional da Região acompanhado do ritmo acelerado da construção civil no mercado imobiliário e as obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vem demandando grande procura por estes insumos minerais.

O projeto terá como produto o informe de recursos minerais, dentro da programação traçada pela Diretoria de Geologia e Recursos Minerais com a coordenação geral do Departamento de Recursos Minerais (Derem) e Dimini.


A coordenação técnica regional do projeto é da Gerência de Geologia e Recursos Minerais (Geremi) Gilmar José Rizzotto e execução pelos geólogos Edélcio Tavares de Araújo, chefe do projeto e Karine Gollmann e os técnicos Warley Sena de Oliveira e João Rocha de Assis.

Congresso debate a mineração no Brasil


Promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), começa no dia 23/09, em Belo Horizonte, o 15º Congresso Brasileiro de Mineração. O congresso, que acontece de 23 a 26 de setembro, debaterá temas importantes no contexto atual socioeconômico e político brasileiro e mundial. Também tratará das perspectivas de negócios para as próximas décadas para o setor. A previsão é que cerca de 2 mil congressistas participem, entre especialistas brasileiros e estrangeiros

Durante o evento, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia, Carlos Nogueira, participará da sessão plenária 3, na quinta-feira  (26/9), onde será debatido o tema “Agrominerais: como superar a crescente demanda por insumos externos?”. O secretário irá apresentar as políticas do governo federal para o setor, com foco nas ações voltadas para a pesquisa de áreas potenciais para a prospecção de recursos minerais utilizados na agricultura.

Paralelamente ao Congresso, o Ibram realiza a 15º Exposibram, a maior feira de mineração da América Latina. Instalada em uma área de 15 mil m2 de estandes, contará com a presença das maiores e principais mineradoras do planeta; grandes fornecedores de produtos e serviços; e médias e pequenas empresas do setor. A feira também propicia o lançamento e apresentação das novidades tecnológicas, equipamentos e softwares voltados para a aplicação na indústria mineral, entre outras atividades. A expectativa é de que a feira receba um público estimado em mais de 50 mil pessoas entre expositores e visitantes.



Curso aborda enchentes, alagamentos e inundações

Éber Pinto explica os conceitos de enchentes,
 inundações e alagamentos

O curso de capacitação para prevenção e gerenciamento de riscos de desastres naturais, que está sendo ministrado aos técnicos de defesas civis de várias regiões do estado de Minas Gerais, abordou, nesta quarta-feira (18/09), temas como hidrologia – dinâmica fluvial e monitoramento de cheias; gerenciamento de áreas de risco; mapeamento e gestão de áreas de risco em Belo Horizonte; e plano municipal de redução de riscos.


No período da manhã, a programação do dia foi ministrada pelos pesquisadores em Geociências da Superintendência Regional de Belo Horizonte (Sureg-BH), Éber Pinto, Elizabeth Davis e Artur Matos. Em sua aula, Éber trabalhou com os conceitos de enchentes, cheias e inundações, e detalhou quais as medidas estruturais e não estruturais devem ser adotadas visando ações capazes de prevenir e/ou mitigar os eventos naturais ou provocados pela ação do homem. Após, Elizabeth Davis falou do Sistema de Alerta de Cheias do Rio Doce, operado pela CPRM há 16 anos. Finalizando as aulas da parte da manhã, Artur Matos demonstrou como é realizada a parte prática do sistema de alertas do Doce, os equipamentos utilizados e apresentou o novo sistema computacional para o alerta hidrológico adotado pela CPRM.

No período da tarde, o supervisor de normatização e monitoramento da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), geólogo Saulo Godinho da Fonseca, mostrou as iniciativas da Urbel no mapeamento e gestão de áreas de risco em Belo Horizonte.

Saulo Fonseca fala das ações de prevenção
 realizadas em Belo Horizonte
O curso está sendo realizado por meio de parceria entre o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Defesa Civil de Minas Gerais, no período de 16 a 20 de setembro, no Auditório Espaço Multimídia da Superintendência Regional de Belo Horizonte da CPRM (Sureg-BH).

A coordenação é do geólogo Jorge Pimentel, do Departamento de Gestão Territorial (Deget-CPRM) e tem como instrutores: Carlos Eduardo Osório Ferreira, pesquisador em Geociências do Deget - Escritório do Rio de Janeiro da CPRM; Márcio de Oliveira Cândido, gerente de Hidrologia e Gestão territorial Sureg-BH; os pesquisadores em Geociências da Sureg-BH, Éber José de Andrade Pinto, Elizabeth Guelman Davis, Artur José Soares Matos e Anselmo de Carvalho Pedrazzi; e a pesquisadora em Geociências Andrea Fregolente Lazaretti, da Sureg-SP.