sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Divulgado laudo sobre praia artificial da Ponta Negra em Manaus

Foto da praia sem aterramento
O Serviço Geológico do Brasil apresentou nesta quarta-feira (21), laudo sobre os estudos realizados na praia artificial da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. Desde sua inauguração, 13 pessoas morreram vítimas de afogamento. Segundo o coordenador do estudo,o  engenheiro hidrólogo André Santos, os dados  batimétricos na área geraram um perfil em imagem 3D do terreno, no qual foi possível identificar desníveis abruptos entre as partes mais rasas e mais profundas. “Tanto frontal quanto lateralmente, os desníveis dessa área podem variar entre 2 metros a 5,7 metros”, explicou.

O superintendente regional de Manaus, Marco Oliveira enfatizou o risco enfrentado pelos banhistas que frequentam a praia. “Uma pessoa que caminha com a água até a altura do joelho, de repente pode cair dentro de um desses buracos e se não souber nadar pode se afogar. Há um alto risco para os banhistas”, informa o superintendente.

Para efeito de comparação, os técnicos da CPRM  realizaram os mesmos estudos na faixa de praia que compreendia a parte natural da orla – sem aterramento. Os dados apontam o aumento da profundidade do rio,  que se dá de forma suave e homogênea, sem desníveis abruptos, não surpreendendo os banhistas. Pela análise e soma dos fatores de risco a conclusão do laudo sugeriu que a parte da praia aterrada artificialmente fosse temporariamente interditada, até a resolução do problema

Começa a operação 24 horas do Sistema de Alerta de Cheias do Rio Doce 2012/2013

Área de abrangência do Sistema de Alerta do Rio Doce
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) iniciará, a partir do dia 26 de novembro, a operação 24 horas do Sistema de Alerta de Cheias do rio Doce. A operação será executada em 45 pontos instalados na Bacia do rio Doce durante todo o período chuvoso na região. O monitoramento consiste na coleta de dados, armazenamento e atualização dos dados coletados, análise, elaboração da previsão hidrológica, e transmissão das informações para os 16 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, localizados ao longo dos rios Piranga, Piracicaba e Doce.

Os boletins gerados pela CPRM, a partir de segunda-feira, 26/11, permitirão acionar prefeituras, defesa civil e corpo de bombeiros das cidades beneficiadas pelo sistema.

Conheça o sistema

O sistema de alerta de enchentes é uma medida não estrutural cujo objetivo é contribuir para a diminuição dos prejuízos causados por cheias nas bacias hidrográficas. Inaugurado em 1997, atualmente o sistema é executado em parceria entre a CPRM, por meio da Superintendência Regional de Belo Horizonte; a ANA; e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). O sistema beneficia os municípios de Ponte Nova, Nova Era, Antônio Dias, Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Governador Valadares, Tumiritinga, Galiléia, Resplendor, Conselheiro Pena, Aimorés, Baixo Guandu, Colatina e Linhares.

Como funciona

Durante o período chuvoso, a CPRM transmite diariamente para a Defesa Civil, Corpo de Bombeiro, Polícia Militar e prefeituras dos municípios da bacia do Doce, um boletim contendo os níveis dos rios nas estações fluviométricas. Além destes níveis, o boletim contém a cota de alerta e de inundação de algumas estações da bacia. A cota de alerta significa que foi atingido o nível do rio no qual a frequência de obtenção dos dados deve ser maior, pois o risco de acontecer uma enchente é grande. Neste caso o monitoramento passa a ser mais intenso, e a orientação, ao serem atingidas estas cotas, é que o próprio município passe a observar os níveis nas réguas localizadas nas estações fluviométricas. Já a cota de inundação significa que o ponto mais baixo da cidade começa a ser inundado. Quando atingidas as cotas de alerta, os órgãos competentes serão avisados sobre a situação e passarão a receber boletins com maior frequência, contendo a previsão se a cota de inundação será ou não ultrapassada.

As informações também são publicadas na Internet no portal da CPRM e podem ser acessadas pelo endereço: www.cprm.gov.br/alerta /site/index.html.

Técnicos realizam última etapa de campo em projeto de cooperação técnica Brasil/CUBA

Visita à Sureg-PA. Da esquerda para direita: a geóloga
Andreá Trevisol, Andriotti, as técnicas da ONRM, Ana
Serra e Nelsa Serra, e o geólogo Carlos Peixoto
Nos dias 14 a 18 de novembro, foi realizada a última etapa de campo do projeto "Apoyo a la Declaración del Patrimonio Geológico y Minero de La República de Cuba", executado por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Oficina Nacional de Recursos Minerais (ONRM).

A etapa foi cumprida com atividades de campo no município de Caçapava do Sul, onde as equipes técnicas da CPRM e ONRM visitaram a localidade de Minas do Camaquã e a Litoteca Regional de Caçapava do Sul.

Antiga área de mineração de cobre, Minas do Camaquã foi escolhida em função de suas características peculiares e da qualidade do patrimônio geológico mineiro, semelhantes às observadas na Mina del Cobre, em Santiago de Cuba, visitada em abril de 2012 pela equipe do projeto.

Atividades de campo na região de Minas do Camaquã,
antiga área de mineração de cobre
No dia 19, as técnicas da Oficina ONRM, Ana Amália Serra Díaz (chefe do projeto pela ONRM), e Nelsa Martorell Serra, visitaram a Superintendência Regional de Porto Alegre (Sureg-PA), sendo recebidas pelo geólogo e superintendente da Sureg-PA, José Leonardo Silva Andriotti.

Durante a visita, as técnicas cubanas percorreram as instalações da superintendência, acompanhadas por Andriotti, pelo geólogo e chefe do projeto pela CPRM, Carlos Peixoto, da Sureg-PA, e pela geóloga e técnica do projeto, Andreá Trevisol, da Sede da CPRM em Brasília.

CPRM e CREA-AM celebram o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher em Manaus


O Serviço Geológico do Brasil, em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), realizou ontem (22/11) evento alusivo ao Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, no auditório do CREA-AM em Manaus. 

O evento contou com a participação dos representantes institucionais; Sandra Schneider, coordenadora do Programa e do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da CPRM; Sônia Oliveira, representante da Superintendência Regional de Manaus; Rômulo Barreto Júnior, representante da presidência do CREA/AM; Sílvia Gonçales, coordenadora do Grupo de Equidade de Gênero do CREA/AM; Jociane dos Santos, representante da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania do Amazonas (SEAS) e; Rita de Kássia, representante da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA).

Na programação palestras sobre a “Violência contra a Mulher”, proferida pela assessora técnica dos Serviços de Atenção e Defesa da Mulher, Jociane dos Santos (SEAS); “Saúde da Mulher” apresentada por Rita de Kássia, enfermeira chefe da Área Técnica de Saúde da Mulher (SEMSA); seguida da palestra “Promoção da Equidade de Gênero e Raça” por Sandra Schneider, coordenadora do Programa e do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da CPRM. Sandra apresentou as ações da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SEPM), que visam à promoção da igualdade entre homens e mulheres no ambiente de trabalho.

“A semente foi plantada, certamente teremos muitas ações a serem desenvolvidas em cooperação técnica com a CPRM”, comentou o representante do presidente do CREA-AM, Rômulo Barreto Júnior.

A iniciativa da realização do evento foi promovida pelo Grupo de Equidade de Gênero do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Amazonas (CREA/AM), em parceria com o Comitê Regional de Pró Equidade de Gênero e Raça da CPRM e reuniu vários representantes de instituições locais e de entidades de classe, dentre eles; SEPLAM, SENGE-AM, Ecopetril-Co, AEAA, SENAC, SEMMAS, SEAS e representantes da Delegacia da Mulher.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Unidades da CPRM participam de Seminário de Avaliação e Planejamento

Superintendentes e chefes das Residências
Os superintendentes e chefes das Residências da CPRM estão reunidos, em Brasília, no Seminário de Avaliação e Planejamento. O diretor-presidente, Manoel Barretto, os diretores Antonio Bacelar e Eduardo Santa Helena, coordenadores e assessores participam do encontro.

Barretto fez a abertura do evento, saudou os representantes das unidades e destacou a importância da iniciativa. “Estamos aqui para integrar, trocar experiências, identificar dificuldades e definir o futuro da empresa”, falou.

Hoje a visibilidade da CPRM é outra, somos referência para o Governo Federal. Um exemplo é a questão das áreas de risco, fomos chamados pela presidente Dilma Rousseff e ela pediu para aumentarmos o número de geólogos no campo. Isso demonstra o reconhecimento do trabalho de todos e todas da empresa. Atualmente, nossos projetos são estratégicos para o Brasil e têm visibilidade internacional”, comemorou Barretto.  

Já foram mapeadas áreas de risco em 261 municípios e até o final do ano serão 286. Mais de 820 municípios críticos receberão a visita de pesquisadores até 2014. O levantamento aponta até o momento 5.116 setores de risco, 299.667 mil moradias atingidas, 1.261.694 mil pessoas morando sob riscos de deslizamentos e enchentes.

O diretor Antonio Bacelar reforçou a importância do momento que a empresa passa. “Temos que ter agilidade para assumirmos novas missões e funções. É um novo momento e um novo rumo”, disse Bacelar.   
  
Diretores Santa Helena, Manoel Barretto e Antonio Bacelar
Na sua apresentação, o diretor-presidente Barretto falou sobre o Marco Regulatório e Projetos Estratégicos. Destacou o importante papel das Superintendências e das Residências. “Vocês são o corpo da CPRM, nossos projetos dependem de vocês. Temos que monitorar os projetos e abraçar cada vez mais nossas tarefas, com dedicação e empenho”, complementou. Para Barretto a empresa vive um momento único, de avanços e conquistas. Um dos objetivos do evento é discutir e definir investimentos nas unidades, unir e organizar o trâmite operacional.

“É um encontro para avaliar o que fizemos em 2012 e refletir sobre desafios que estão por vir em 2013, principalmente na questão do planejamento para que ações aconteçam de uma forma mais programada”, explicou Santa Helena. O diretor citou ainda o Projeto DAF Itinerante, que visa não só melhorar os processos de trabalho na área administrativa e financeira nas unidades, mas também aproximar a DAF das áreas finalísticas, minimizando os problemas do dia-a-dia.

“Considero um seminário importante e o ideal é que aconteça duas vezes por ano. É uma oportunidade única para discutir os problemas com os colegas e diretores, problemas que na maioria são comuns e que sozinhos não conseguimos resolver. Nosso estado trouxe o que estamos concluindo e o que vamos fazer no ano que vem”, disse a superintendente de Goiânia, Maria Abadia Camargo.

“Viemos fazer uma avaliação do ano de 2012 na unidade da CPRM em Belém, pois tivemos nos últimos anos uma ampliação de trabalho enorme. Participamos também do mapeamento geológico do Maranhão, uma área grande. As equipes conversaram bastante e entraram em mais de um projeto. Felizmente, estamos com nível elevado de execução nos projetos deste ano”, disse Manfredo Ximenes, superintendente de Belém.

Diretor-presidente Manoel Barretto
Ainda pela manhã, aconteceu um debate sobre os desafios, onde os superintendentes e chefes puderam perguntar e relatar dificuldades das unidades. Foi um momento para sugerir e ouvir as repostas dos diretores, que apresentaram as ações definidas no Planejamento da Diretoria Executiva da CPRM.

No período da tarde, o auditor interno, Juliano Oliveira fará uma apresentação sobre a Auditoria Governamental – Governança Corporativa. E após, os participantes vão falar sobre as ações em andamento e principais problemas operacionais nas unidades.  O evento termina amanhã às 13horas com a Avaliação do Seminário.  A organização ficou por conta da coordenadora executiva da Diretoria de Relações Institucionais, Michelle Araujo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CPRM discute acordo de cooperação com o Japão

CPRM e JAMSTEC discutem acordo
Técnicos e pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) participaram nos dias 13 e 14 de novembro, no escritório do Rio de Janeiro, de encontro com a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar (JAMSTEC), para estabelecer as condições científicas do acordo de cooperação técnica entre os dois países na área de geologia marinha, e inclui a participação japonesa nas expedições que o Brasil está realizando no Atlântico Sul.


A expedição, prevista para o início de 2013, terá o uso do navio Yokosuka, que possui o submersível Shinkai 6500, pertencente a JAMSTEC, e leva os pesquisadores a profundidades elevadas para que possa ser observado o fundo do oceano.

Geólogo Kaiser Goncalves de Souza 
vai representar a empresa
Segundo o geólogo Kaiser Goncalves de Souza, um dos representantes da empresa na expedição, a CPRM pretende estudar toda a parte geológica da região e a evolução do Atlântico Sul em suas diferentes áreas, tendo como base as informações já coletadas anteriormente em outras pesquisas. “Nós também estabelecemos aqui as áreas onde serão feitos os mergulhos, e decidimos as equipe de geólogos e biólogos, que vão participar da expedição”, disse.





Membros da JAMSTEC e da CPRM

O acordo faz parte de uma cooperação entre os governos brasileiro e japonês, organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE); Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM); Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Ministério de Minas e Energia (MME), e universidades brasileiras.

Brasil avalia potencial mineral do Atlântico

Imagem ilustrativa

A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) está finalizado relatório sobre o potencial mineral de uma área de 3 mil km² localizada em águas internacionais do Atlântico, numa região conhecida como  Alto do Rio Grande, situada a mais de 1.500 km da costa brasileira. O estudo será apresentado em breve ao governo, que pedirá permissão ao ISBA para realizar pesquisa mineral na região onde os pesquisadores da CPRM encontraram indícios de ferro, manganês e cobalto. “Além do caráter estratégico, essa iniciativa brasileira traz em seu bojo a formação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico”, avalia Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM.


Ventura informa também que o órgão já está mapeando outra área no Atlântico, na dorsal oceânica ao Norte do Arquipélago São Pedro-São Paulo. Nessa região já foram realizadas duas expedições e a terceira começa nesta semana, quando navio pesquisa zarpa do porto de Natal levando a borda geólogos da instituição para mais uma jornada de 35 dias no mar. Nesta área o potencial mineral é para mineralizações sulfetadas (Cu, Ni, Zn). Segundo Ventura o Atlântico Sul tem sido alvo de pesquisas e estudos por parte de outros países, como Rússia, França, Coreia do Sul e China, tendo os dois primeiros já requerido autorização para pesquisa mineral na região junto à ISBA.

“Estamos iniciando um processo de pesquisa de médio e longo prazos que envolvem o desenvolvimento de tecnologias para exploração dessas áreas”, explica Ventura. Para o diretor, os estudos ampliam a presença brasileira no Atlântico. As pesquisas estão sendo realizadas por equipes multidisciplinares formadas em diversas áreas de conhecimento. Ente elas, geologia, biologia, geofísica, geociência, além de estudantes. A ideia é permitir a iniciação cientifica, a geração de conhecimento e a capacitação de especialistas para que o país possa estar apto a pesquisar e explorar em águas profundas. No total, o projeto envolve cerca de 80 pesquisadores de diversas instituições e conta com a parceria de universidades. Os recursos para continuação do projeto estão no orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na ordem de R$ 90 milhões previstos para os próximos anos.