sexta-feira, 22 de março de 2013

Superintendência de Goiânia lança link Intranet para melhorar a comunicação interna

Funcionário navegando na Intranet


A Superintendência Regional de Goiânia acaba de lançar na Intranet espaço para facilitar a comunicação interna na unidade.  O Intra.GO  tem um formato simples e descontraído facilitando a navegação.  O espaço traz sessões úteis e práticas para manter os usuários sempre bem informados sobre as atividades que estão sendo realizadas na unidade.  O link de notícias em formato de blog facilita a leitura, e a galeria de fotos apresenta imagens de todos os eventos ocorridos na unidade, desde o ano de 2010. 


O programa “CPRM Sustentável” e o Comitê de Pró-Equidade de Gênero e Raça ganharam sessões, assim como a Associação dos Empregados e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. O site ainda possui um mural de mensagens com opções de “curtir” ou “não curtir” as notas. A ferramenta possui inclusive uma área de classificados, onde os empregados anunciam produtos que desejam vender, além de links úteis.

Página inicial da Intra.GO
O calendário e o mural de eventos mantêm os funcionários sempre bem informados sobre os eventos que irão acontecer na Superintendência. De maneira organizada e leve, a equipe conseguiu criar um espaço muito interessante para facilitar a comunicação interna da unidade. Os empregados aprovaram a ferramenta da equipe responsável pela iniciativa, composta por Michel Ferreira, Shalom Fernandes e Maksuel Schmidt.

Brasil terá Pacto Nacional pela Gestão das Águas

Andreu fala na coletiva sobre o Progestão

Para celebrar o Dia Mundial da Água e o Ano Internacional de Cooperação pela Água, o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas lançam o Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas – Progestão.



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o governador do DF, Agnelo Queiroz, o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, e o diretor-presidente da Adasa, Vinícius Benevides participaram da coletiva de anúncio do programa, na manhã de quinta-feira, 21 de março.

O DF foi o primeiro estado a aderir ao programa. "É uma honra para Brasília ser o primeiro a assinar o Pacto das Águas. Parabenizo a ANA e o Vicente Andreu por colocar a água na agenda do País", disse Agnelo, que anunciou que o GDF irá aderir ainda ao Programa Nacional de Qualidade da Água (PNQA), da ANA, e que Brasília será candidata a sediar a edição de 2018 do Fórum Mundial da Água.  

Podem participar do Progestão todos os estados da União. A  adesão ao programa é voluntária. Serão disponibilizados R$ 100 milhões nos próximos cinco anos, do orçamento da ANA, a serem transferidos aos estados que aderirem ao Progestão. O primeiro ciclo do programa prevê o desembolso de até cinco parcelas de R$ 750 mil para cada estado, mediante o cumprimento de metas. 

Cada estado que aderir ao programa deverá fixar suas próprias metas, que deverão ser aprovadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos (CERHs), e os desembolsos serão feitos à medida que as metas forem cumpridas. O objetivo é incentivar os estados a fortalecer seus Sistemas Estaduais de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Segrehs), mediante a adoção de ações que facilitem e melhorem a implementação dos instrumentos de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos e das Políticas Estaduais de Recursos Hídricos.

Segundo a ministra Izabella Teixeira, a desigualdade no Brasil não é um assunto apenas econômico ou social, mas afeta também o meio ambiente. "Em muitos lugares há pessoas que vivem ao lado de rios e não têm acesso a água potável", disse a ministra. "Com o Pacto, nós agora teremos condições de estar dentro dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e não é apenas uma questão de dinheiro, mas também de resultados, porque teremos metas", afirmou.

Exemplos de ações que serão incentivadas como metas são a implementação das ferramentas das políticas nacional e estaduais, como aperfeiçoamento da rede de monitoramento de rios, formação de banco de dados relativos à disponibilidade hídrica ou emissão de outorga para uso dos recursos hídricos, melhora nos estabelecimento de critérios para emissão de outorga, formação ou melhora de cadastro de usuários de recursos hídricos, fiscalização, elaboração de estudos e planos de bacia, capacitação ou implementação da cobrança pelo uso da água nas bacias hidrográficas, entre outros.

De acordo com Andreu, os estados poderão eles mesmo classificar seu sistema de gestão de recursos hídricos, de acordo com sua criticidade. "É muito importante que tenhamos avanços na gestão dos recursos hídricos, pois se não tivermos controle sobre a emissão das outorgas em todo o País, por exemplo, estaremos emitindo cheques em branco com relação ao uso da água”, disse. “São recursos que farão diferença. Há estados cujo orçamento anual para recursos hídricos não chega a uma parcela do Pacto das Águas. Outros estados convivem com situações extremas. O Estado do Amazonas, por exemplo, foi da pior seca para a pior inundação em uma década”, afirmou Andreu.

A ideia é construir um sistema nacional para a governança eficaz dos recursos hídricos que garanta a oferta de água em quantidade e qualidade, no futuro, em todo o território nacional. No Brasil, a dominialidade das águas doces nas bacias hidrográficas pode ser da União (no caso de rios transfronteiriços com estados ou países) ou estadual, no caso de rios estaduais. A governança das águas subterrâneas é de responsabilidade dos estados.

O objetivo do programa é incentivar não apenas o fortalecimento operacional e institucional dos estados para a gestão das águas, mas melhorar a articulação entre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) e os Sistemas Estaduais de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Segrehs).

Método: A ANA vai oferecer uma metodologia para que cada estado que aderir ao programa possa se classificar de acordo com sua estrutura institucional e complexidade do processo de gestão local, para que cada estado possa definir suas próprias metas, de acordo com suas necessidades atuais associadas a uma visão de futuro.

Política Nacional de Recursos Hídricos

Baseada na gestão descentralizada, participativa e integrada dos recursos hídricos, a Lei 9.433/97, conhecida como Lei das Águas, estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos que fixou os seguintes instrumentos de gestão: Cadastro dos Usuários, Outorga para uso dos recursos hídricos, elaboração de Planos de Bacias, Implementação da Cobrança pelo Uso da Água nas Bacias Hidrográficas e Sistema de Informação de Recursos Hídricos.

Integram o Sistema Nacional de Recursos Hídricos (Singreh), o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), o Ministério do Meio Ambiente, a Agência Nacional de Águas, os Comitês de Bacia de Rios da União e as Agências de Bacias de Rios da União. Atualmente, todos os estados possuem leis estaduais de recursos hídricos e Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos (CERHs). Integram os Sistemas Estaduais de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (Segrehs), os governos dos estados, os órgãos gestores estaduais de recursos hídricos, os conselhos estaduais de recursos hídricos e comitês e agência de bacias de rios estaduais.
 
Ano Internacional de Cooperação pela Água

A água é vital para a manutenção da vida, do bem-estar e para o desenvolvimento social e econômico, mas as fontes do planeta são limitadas. Em todos os cenários, lidar com água demanda colaboração: é apenas por meio da cooperação que poderemos no futuro obter sucesso ao gerenciar nossas fontes finitas e frágeis de água, que estão sob crescente pressão exercida pelas atividades de uma população mundial em crescimento que já ultrapassa sete bilhões de pessoas. Por isso, em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água e designou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para coordenar as ações oficiais.

Dia Mundial da Água

Celebrado mundialmente desde 22 de março de 1993, o Dia Mundial da Água foi recomendado pela ONU durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a conhecida Eco-92. Desde então, as celebrações acontecem em todo o mundo a partir de um tema anual definido  pela ONU, que este ano também é "Cooperação pela Água". 

Foto: Cláudia Dianni/Banco de Imagens ANA
Fonte: Agencia Nacional de Águas


quinta-feira, 21 de março de 2013

Universidade do Amazonas assina convênio com o Institut de recherche pour le développement



Institut de recherche pour le développement (IRD) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) assinaram um convênio que vai apoiar e fortalecer o estudo de altimetria espacial na Universidade. O evento aconteceu semana passada na Escola Superior de Tecnologia (EST). 

Participaram do evento Frederic Huyin, representante do IRD no Brasil, Dinilson Robert, coordenador do Departamento de Engenharia da UEA, Achiles Monteiro, chefe da Divisão de Hidrologia Básica da CPRM, Daniel Borges Nava, secretário da Secretaria de Geodiversidade e Recursos Hídricos do Estado do Amazonas, Paula Conceição, representante do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e Valdemar Guimarães, superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA).

No período da tarde foi feita uma visita com deslocamento fluvial à estação climatológica de Iranduba, instalada pela CPRM e operada pela CPRM/UEA/IRD.  A estação, além das informações sobre cota do rio e chuva, também coleta dados sobre temperatura, umidade do ar, pressão barométrica, velocidade e intensidade do vento, que auxiliam na determinação da previsão do tempo.

Geólogo da CPRM de Manaus participa de documentário francês

Aerocâmera utilizada pela equipe de filmagem francesa


O continente Sul-Americano há muito tempo desperta a atenção de cinegrafistas estrangeiros. Sua evolução através dos ciclos supercontinentais está sendo tema recente de um documentário para o canal Arte Channel, franco-germânico, cujo título será A Valsa dos Continentes.


A Serra Tepequém em Roraima será mostrada num capítulo doe documentário, cuja bacia sedimentar do Supergrupo Roraima registra parte da história de evolução do Supercontinente Columbia, há aproximadamente 2 bilhões de anos atrás.

A convite da equipe de produção da Arte Channel, o geólogo Nelson Joaquim Reis participou das filmagens e depoimentos acontecidos no período de 15 a 17 de março naquela localidade do extremo-norte do país. As filmagens foram realizadas com equipamentos portáteis e de ponta, como uma aerocâmera monitorada por controle remoto.

A série deverá estar concluída no ano de 2014 e vai mostrar a importância do Serviço Geológico do Brasil em documentários técnico-científicos com divulgação internacional.

Excursão ao Supergrupo Roraima promove integração entre geólogos da CPRM e Petrobras

Motta, Edinho, Claudio, Reis, Felipe e Guilherme

Geólogos da CPRM e da Universidade Petrobras se reuniram em Roraima, no período de 25 a 29 de fevereiro, com vistas ao levantamento de campo de seções estratigráficas do Supergrupo Roraima.

No encontro foi enfatizado o reconhecimento de seus Sistemas e Ambientes Deposicionais e aplicação dos conceitos de Estratigrafia de Sequências. Participaram pela CPRM os geólogos Nelson Joaquim Reis (guia de campo), Felipe José da Cruz Lima e Marcelo Motta da Sureg-MA, e pela Petrobras, os geólogos Guilherme Raja Gabaglia (coordenador do curso de Lençóis, Chapada Diamantina-BA), Ednilson Bento Freire e Claudio Couto Reis. O apoio de campo foi fornecido pelo Núcleo de Roraima (NARO).

Foram percorridas áreas sedimentares das regiões do Uiramutã, no extremo setentrional do Brasil e proximidade da fronteira com a Guiana (ex-Inglesa), além da serra Tepequém, um tepui correlacionável ao Supergrupo Roraima e que registra uma história com características de uma prévia estrutura vulcânica (caldeira).

O treinamento possibilitou a aplicação de conceitos sobre estratigrafia e análise de bacias tão necessários à Região Amazônica, cujo potencial sedimentar se faz presente  ao longo de todo o tempo geológico.

Pesquisadores fazem balanço da prospecção geoquímica no País

César Chaves fala sobre os levantamentos
geoquímicos  no Pará
 

Durante seminário sobre Geoquímica no Rio de Janeiro, pesquisadores apresentaram balanço do andamento dos levantamentos geoquímicos que estão sendo executados pelas unidades regionais. Eles mostraram resultados de projetos, falaram sobre expectativa para os próximos anos com a retomada dos levantamentos geoquímicos. O encontro tem como objetivo reunir os técnicos da empresa para trocar experiências e definir estratégia de atuação da instituição.


Áreas com relevante interesse mineral, projetos históricos, prospecção geoquímica, amostras e análises de rochas, potencial metalogenético, geologia simplificada e zonas anômalas foram alguns dos assuntos abordados durante palestras e debatidos pelos  participantes do encontro, que termina nesta quinta-feira (21/3).   “Esse encontro está sendo muito positivo porque é daqui que vai sair a nossa padronização de levantamento e tratamento de dados. Aqui podemos saber o que cada colega está fazendo para chegarmos a um consenso”, avalia o geólogo  César Chaves, da Superintendência de Belém.

Chaves e Edésio Macambira apresentaram projetos geoquímicos que estão sendo executados pela CPRM nos estados do Pará e Amapá. Chaves fez um balanço de projetos concluídos e dos que ainda estão em fase de pesquisa no âmbito do programa de trabalho  2012/2015. Ele citou  projetos de metalogenia em  Províncias Minerais  dos estados  do  Pará  e Amapá, além  do levantamento geoquímico multiuso  que está sendo  feito também no Pará.  Para Chaves  é importante dar continuidade aos treinamentos e encontros técnicos nas próprias superintendências e residências.

Geóloga Viviane Ferrari, de São Paulo, acredita no
 sucesso do planejamento da geoquímica 
Troca de Experiência - Os debates durante o seminário buscam proporcionar a troca de informações entre os pesquisadores. “É ótimo para equalizar a metodologia e sabermos o que está acontecendo nas outras superintendências. O mais importante é o intercâmbio de informações e conhecimento. Todo mundo aprende”, disse Eduardo Marques, da Superintendência de Belo Horizonte. Marques falou da metodologia utilizada  e resultados de estudos na região do quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais.

A geóloga Viviane Ferrari apresentou o cronograma dos levantamentos geoquímicos da Superintendência de São Paulo. Ela falou sobre o tratamento de dados geoquímicos, orçamento e  necessidades técnicas da unidade. “Esperamos neste evento normatização dos procedimentos de campo e gabinete  dos levantamentos geoquímicos“, diz a geóloga. 

O chefe da Divisão de Geoquímica, Claudio Porto  é o mediador dos debates. Ele acredita que o encontro  vai  ajudar a  aperfeiçoar  o planejamento dos  levantamentos geoquímicos. “Temos que discutir para chegar num acordo e sair daqui com projetos na cabeça. Definir os objetivos dos levantamentos”,  destaca Porto.

Durante o encontro os geólogos Bruno Calado, da Residência de Fortaleza; Andréia Gross, da Superintendência de Porto Alegre; Marcely Neves, de Manaus; Paulo Leite e Silvana Carvalho, de Recife; Caroline Santos, de Salvador; Frederico Campêlo, da Residência de Teresina; Cassiano Castro, de Porto Velho; e Fernando Diener, de Goiânia, apresentaram balanços dos trabalhos que estão sendo realizados em suas respectivas unidades. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Nova metodologia está sendo usada no mapeamento de áreas de risco

Equipe usa nova tecnologia em Nova Friburgo (RJ)

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) estão percorrendo municípios brasileiros para mapear áreas de risco. Até o momento já foram mapeadas 319 cidades, onde os técnicos detectaram 3.555 setores de risco, que afetam mais de 380 mil moradias. E 1.677.881 mil pessoas residem  nessas áreas de risco.  A Meta é realizar o levantamento em outros 500 municípios até o final do ano que vem.  As ações de prevenção da CPRM estão inseridas no Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais, lançado pelo Governo Federal no ano passado.


Na semana passada, os pesquisadores estiveram no município de Nova Friburgo (RJ), para testar nova metodologia que irá auxiliar na elaboração dos estudos. O procedimento serve para identificar os locais que estão sofrendo deformação em encostas sujeitas a processos de movimentação de massa, utilizando novas ferramentas na análise de imagens de alta resolução por satélite e radar.

Equipe durante trabalho de campo
A área de estudo selecionada compreende cerca de 750 km² e cobre aproximadamente 80% do território do município de Nova Friburgo que vem sendo afetada por fortes chuvas e tempestades nos últimos anos. Com análise de imagens anteriores e posteriores aos eventos climáticos, os técnicos aplicarão o método da interferometria, que identifica as mudanças do terreno.

O geólogo Jorge Pimentel conta que a CPRM investiu na formação de uma equipe de especialista em risco geológico composta por técnicos das unidades regionais.   “É fundamental o uso de novas tecnologias. Por isso o curso foi pensado e elaborado visando capacitar os profissionais da CPRM na interpretação de dados para gerar mapas de prevenção.” Segundo o geólogo, o trabalho busca ajudar a defesa civil a salvar vidas e pensar em formas de antecipar possíveis desastres naturais, disse.

Morador há 50 anos de Nova Friburgo, Theodoro Cardozo de Oliveira ressaltou a importância do estudo da CPRM na região. “O trabalho da CPRM é muito valorizado por aqui. Precisamos de profissionais capazes de mudar o quadro atual. O estudo de vocês vai ajudar bastante a população”, disse Oliveira.

A nova metodologia poderá também ser aplicada no monitoramento de terrenos em Teresina (PI), Cajamar (SP), Almirante Tamandaré (PR) e Lapão (BA), que apresentaram histórico de afundamento.