terça-feira, 18 de setembro de 2012

Agência Nacional de Águas e CPRM discutem Rede Hidrometeorológica Nacional


Os diretores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto, Antonio Bacelar, Roberto Ventura e Thales Sampaio, reuniram-se nesta terça-feira (18/09) com o diretor da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu. A proposta do encontro foi discutir o atual sistema de monitoração hidrológica no país e estreitar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que está em vigor desde 2001.


Na abertura da reunião, Manoel Barretto, ressaltou a importância do encontro para além do fortalecimento da integração entre a CPRM e ANA, como pensar em estratégias para o complemento e modernização da rede hidrológica atual. O objetivo foi discutir temas relevantes na área de hidrologia, como o sistema de alerta de cheias, salas de situação e mapeamento de eventos críticos.

O diretor-presidente, falou sobre a valorização do Serviço Geológico do Brasil, bem como da Agência Nacional das Águas por parte do Governo Federal. “Estamos vivendo um momento ímpar no país. O governo tem investido cada vez mais, e a Rede Hidrometeorológica Nacional adquiriu uma importância ainda maior, com a implantação dos centros de prevenção de desastres naturais. O desenvolvimento deste trabalho, a geração e tratamento desses dados são fundamentais e refletem o progresso da parceria entre a CPRM e a ANA”, afirmou.


Na apresentação do superintendente de Gestão da Rede Hidrometeorológica Nacional da ANA, Valdemar Guimarães, falou sobre a expectativa, de automatizar toda a rede hidrometereológica até 2015. “A visão para o futuro é, além de termão de obra qualificada e dados hidrológicos importantes, modernizar ainda mais toda a rede nacional”, ressaltou. O chefe do Departamento de Hidrologia da CPRM, Frederico Peixinho, falou sobre a rede hidrometereológica nacional, operada pela CPRM e Redes e Sistema de Alertas Hidrológicos Críticos, com apresentação de dados obtidos com pesquisas e estudos feitos pelos técnicos da CPRM. Levantamento e difusão dos dados coletados, transferência desses dados, rede de monitoramento de hidrologia e água subterrânea, a necessidade de integração dessas duas redes.

Previsão de eventos - Na ocasião, também foi discutido a aquisição dos equipamentos operacionais utilizados nos serviços mencionados, o investimento de equipamentos e a reestruturação do Termo de Cooperação Técnica-Destaque orçamentário. Além do aperfeiçoamento dos mecanismos para divulgação e relacionamento no âmbito do Termo de Cooperação CPRM/ANA.

Rede Hidrometeorológica Nacional - A CPRM opera cerca de 80% da rede hidrometeorológica nacional, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). A operação se dá por meio do monitoramento de um conjunto de estações distribuídas por todo o país, que fornece dados quantitativos e qualitativos dos rios nacionais, índices pluviométricos e parâmetros climáticos. Com essas estações é possível mensurar o volume de chuvas, a evaporação da água, o nível e a vazão dos rios, a quantidade de sedimentos e a qualidade das águas em estações respectivamente relacionadas: pluviométricas, evaporimétricas, fluviométricas, sedimentométricas e de qualidade da água.


Durante o dia todo, técnicos e diretores das duas organizações discutiram os problemas enfrentados e apresentaram estratégias voltadas para a melhoria e orientação do futuro das relações no campo da área de hidrologia. Foi feita uma discussão sobre o sistema de alerta, sala de situação e mapeamento com apresentações e discussões, finalizando com uma visão de futuro da parceria entre as instituições. Participaram da reunião os superintendentes da ANA, Eurides de Oliveira e Valdemar Santos Guimarães, o chefe da Divisão de Hidrologia da CPRM, Achiles Monteiro; e Andréa Germano, coordenadora executiva do departamento.


Serviço Geológico do Brasil participa de Semana de Estudos Geológicos em Florianópolis


Kaiser Souza durante a sua palestra sobre
recursos minerais do Atlântico Sul
Com a participação de pesquisadores de diversas instituições, entre elas o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Petrobras, o Curso de Geologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, no período de 12 a 15 de setembro, a I Semana de Estudos Geológicos de Santa Catarina. O evento, realizado no campus da UFSC, em Florianópolis, reuniu professores e alunos do curso de Geologia, e teve como objetivo proporcionar debates e ampliar os conhecimentos sobre diversos temas de interesse da comunidade geocientífica.


Luiz Carlos da Silva coordena estudos de
campo com alunos da universidade
Durante a abertura, ocorrida no dia 12/9, que contou com a presença da reitora da UFSC, professora Rosalene Neckel e demais autoridades acadêmicas, o geólogo Luiz Carlos da Silva, representando o diretor-presidente da CPRM, Manoel Barretto, proferiu a conferência:  Levantamento, sistematização e geração de conhecimento geológico e geofísico no Brasil: avanços e perspectivas . No dia 14/9, o chefe da Divisão de Geologia Marinha da CPRM, Kaiser Souza, apresentou uma palestra sobre os recursos minerais do Atlântico Sul.

Finalizando a participação da CPRM, no dia 15/9, Luiz Carlos da Silva coordenou uma excursão de campo para os alunos da UFSC, onde foram abordados a geocronologia e o significado na evolução da geologia de Santa Catarina baseada em diversos granitos visitados no denominado Batólito Florianópolis. Além da presença de 33 alunos do curso de graduação, participou da excursão o coordenador da "Rede de Estudos Geotectônicos" do Cenpes/ Petrobras, Gilmar Vital Bueno.


Geólogo Luiz Carlos da Silva apresenta

conferência de abertura do evento
Também durante o encontro, Luiz Carlos reuniu-se com os representantes do curso de Geologia da UFSC, onde discutiram propostas de colaboração técnica entre a CPRM e a universidade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Programa do Jô Soares de hoje aborda vulcanismo e terremoto no Brasil

Jô Soares entrevista hoje (17/9) Mafalda Minnozzi, André Torquato e Fábio Braz Machado.
Fábio Braz Machado é geólogo pela UNIFESP, mestre, doutor, tem pós-doutorado em Geociências, presidente da Sociedade Brasileira de Geologia e vai falar sobre as evidências de vulcanismo e terremoto no Brasil. A conversa também será sobre o que o Brasil está prestes a enfrentar, uma das maiores crises de mão-de-obra na área, já que temos um déficit de 10 mil geólogos.

UnB promove palestra sobre geofísica aplicada


Pesquisadores em Geociências e técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) poderão conferir nesta terça-feira (18/09) palestra sobre geofísica aplicada - metodologia do GPR. A palestra será ministrada pelo Prof. Richard Ney no Auditório de Geocronologia do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília.

Durante o encontro também serão divulgados os resultados obtidos nas missões NetLander e Exomars, na Antártida, no Egito e na duna Pyla, França.

O professor Richard Ney é pesquisador aposentado do Centre National de La Recherche Scientifique(CNRS), onde atuou no desenvolvimento de equipamentos de radar de penetração no solo (GPR) para pesquisa em Marte.


Mais informações:
Instituto de Geociências da Universidade de Brasília
(61) 3107-6987

Diretores da CPRM e da Agência Nacional das Águas se reúnem amanhã


Os diretores do Serviço Geológico do Brasil, Manoel Barretto, Antonio Bacelar, Roberto Ventura e Thales Sampaio, participam amanhã (18/09) de uma reunião com diretores da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu e Paulo Vieira, às 9h, em Brasília. Durante o encontro serão discutidas estratégias para fortalecer a parceria e a integração entre as duas instituições, como as ações conjuntas para a Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), operada pela CPRM e Redes e Sistema de Alerta Hidrológicos Críticos.

O chefe do Departamento de Hidrologia da CPRM, Frederico Peixinho; Achiles Monteiro, chefe da Divisão de Hidrologia Aplicada, Márcio Cândido, da Gerência de Hidrologia e Gestão Territorial, Ana Carolina Steenhagen, da Divisão de Hidrologia Básica, e Andréa Germano, coordenadora executiva do Departamento de Hidrologia são outros integrantes da CPRM que vão participar. A abertura e encerramento serão feitas pelo diretor-presidente Manoel Barretto.

O encontro faz parte de um ciclo de reuniões entre integrantes da ANA E CPRM para discutir projetos relacionados e fortalecer vínculos entre as duas instituições.

CPRM implanta Sistema de Alerta contra cheias na Bacia do Rio Muriaé

Equipe responsável pela implantação das estações
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acaba de instalar em Cardoso Moreira (RJ), a primeira estação telemétrica do Sistema de Alerta contra cheias e inundações, que está sendo construído pela CPRM para monitorar a Bacia do Rio Muriaé. “Nossa pretensão é proteger vidas. Vamos acompanhar e transmitir em tempo real o nível de água do rio, e com base em modelos matemáticos prever sua subida em época de chuva”, explica o chefe da Divisão de Hidrologia da CPRM, Achiles Monteiro.  

Até o final deste mês mais quatro estações serão instaladas em Itaperuna e Porciúncula, no Rio de Janeiro, e nos municípios de Patrocínio do Muriaé e Carangola, Minas Gerais. Outros cinco aparelhos serão montados na região em 2013. “Os dados coletados serão enviados à Defesa Civil, Instituto Estadual de Meio Ambiente (INEA) e prefeituras”, informa Monteiro. 

Estação telemétrica de última geração
Heron Cavalcanti, engenheiro eletrônico da CPRM que atua na montagem e manutenção das estações explica como funciona a plataforma de coleta de dados. “Um sensor submerso no rio mede a variação da coluna de água, enquanto o pluviômetro colhe os dados sobre índice de chuva. Essas informações são processadas e enviadas para uma central onde vamos interpretar e emitir alertas”, informa Cavalcanti.
A moradora de Cardoso Moreira Maria Helena dos Santos aprovou a iniciativa da CPRM, que busca levar à população da região informações confiáveis e com antecedência.  “A gente fica mais tranquila sabendo que agora estão monitorando o rio”, disse a dona de casa que mora numa área considerada crítica por estar próxima a planície de inundação do Rio Muriaé.   
Chefe da Divisão de Hidrologia da CPRM, Achiles
Monteiro, durante entrevista
A implantação do Sistema de Alerta na Bacia é uma das ações da CPRM inseridas no Plano Nacional de Gestão de Risco de Desastres Naturais, lançado no mês passado pela presidenta Dilma Rousseff. O projeto está sendo coordenado pelo Departamento de Hidrologia; executado pela Superintendência Regional de São Paulo, além de contar com a participação de técnicos da Superintendência Regional do Rio Grande do Sul.

sábado, 15 de setembro de 2012

CPRM participa de debate sobre a nova lei de política de Defesa Civil


Presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro,
Francis Bogossian abre o evento
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) marcou presença em mais um importante evento para a geologia do Brasil. Nesta quarta-feira (12/9), representando a instituição, o diretor de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT), Thales Sampaio, participou de debate durante discussão sobre a nova lei de Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, que entrou em vigor em abril.


Relator do Projeto, o deputado federal Glauber Braga, explicou pontos importantes da lei como a criação do cadastro nacional dos municípios, concessão de licença ou alvará de construção em áreas de risco, inclusão na grade escolar de aulas sobre proteção civil, elaboração de carta geotécnica e programas habitacionais para comunidades em áreas de risco. “É um avanço substancial garantir a política de prevenção”, disse o parlamentar.

Deputado Federal, Glauber Braga discursando
sobre a nova Lei
Também foram detalhadas as responsabilidades dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal), na execução da lei. O diretor Thales Sampaio apresentou as ações da CPRM que estão inseridas no Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, lançado em agosto, pela presidenta Dilma Rousseff.   Segundo o diretor o plano atura em quatro dimensões essenciais: prevenção, mapeamento, monitoramento e resposta.

“No mapeamento temos duas ações: identificar o risco alto e muito alto e criar mapas de suscetibilidades, em lugares considerados críticos”, explicou Sampaio. O diretor destacou ainda a importância de cartas geotécnicas e mapas de suscetibilidade como instrumentos de planejamento. “São absolutamente necessárias”, disse.

Diretor Thales, em nome do Serviço Geológico do Brasil
Promovido pela a Sociedade Brasileira de Geologia no Rio de Janeiro (SBG-RJ), com apoio do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), o evento teve apresentações de autoridades, discussões sobre o papel do geólogo e do geotécnico no atendimento das demandas especificadas na lei.

Clique aqui para ver a lei na integra